Caprichoso apresenta espetáculo Brinquedo que Canta Seu Chão para o Festival de Parintins 2026 e detalha narrativas regionais

Caprichoso apresenta projeto artístico para as três noites do Festival de Parintins 2026, com foco em identidade e ancestralidade.

O Boi Caprichoso apresentou o projeto artístico ‘Brinquedo que Canta Seu Chão’ na quarta-feira (24/06), em coletiva de imprensa realizada no Curral Zeca Xibelão, em Parintins (distante 369 quilômetros de Manaus). O anúncio ocorreu com a presença de imprensa, torcedores, artistas e integrantes do boi; o evento foi realizado com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Apresentação do projeto e posicionamento do grupo

Durante a coletiva, o presidente do Caprichoso, Rossy Amoedo, destacou o trabalho coletivo desenvolvido nos últimos meses e a mobilização para o festival. Segundo ele, ‘Estamos preparados. Vamos estar no chão, no tablado, na rampa, nos guindastes e nas arquibancadas. Esse é o Caprichoso que vibra, que acredita e que vive intensamente esse momento. Estamos prontos para fazer um grande festival e lutar pelo título de 2026’.

Tema e estrutura narrativa

O projeto artístico, intitulado Brinquedo que Canta Seu Chão, está organizado em três grandes narrativas: O Brinquedo do Povo Canta Parintins, O Brinquedo Ancestral Canta Amazônia e O Brinquedo da Resistência Canta Norte Brasil. As cenas expandem a abordagem do local para a região, partindo da realidade parintinense até abranger aspectos da Amazônia e dos povos do Norte.

O presidente do Conselho de Artes do Caprichoso, Ericky Nakanome, explicou que o tema busca refletir sobre a identidade do boi enquanto símbolo cultural formado por gerações. De acordo com ele, ‘Brinquedo que Canta Seu Chão é um tema de autoafirmação. O Caprichoso é muito mais do que um objeto feito de pano, espuma e isopor. Ele se tornou um símbolo que reúne sentimentos, histórias, pertencimento e identidade’.

Participação de povos indígenas e referências culturais

A coletiva contou com representantes dos povos indígenas Assurini, Xikrin e Arapium, que participaram da construção das referências culturais do espetáculo. Entre os convidados estiveram Raimundo Assurini, Verônica de Fátima Santos, Akauã Arapium, Takak Xikrin de Parauapebas e Ire-Xikrin, conforme apresentado pelo grupo.

Processo de criação e ensaios

O apresentador do Caprichoso, Edmundo Oran, afirmou que o projeto resultou de mais de oito meses de trabalho do Conselho de Arte, envolvendo pesquisa, criação e planejamento. ‘Foi um trabalho construído durante mais de oito meses, com dedicação diária do Conselho de Arte. É um projeto muito bonito e encantador, e a expectativa é a melhor possível. O ensaio técnico já permitiu mostrar um pouco do que será apresentado nas três noites’, disse.

Contexto do festival e apoio institucional

O anúncio reforça a preparação do Caprichoso para o 59º Festival de Parintins, promovido pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. De acordo com a organização, o festival atua para valorizar a cultura amazônica, fortalecer a economia criativa e projetar a identidade dos povos da região.

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Publicado em: 25/06/2026 às 12:39
Categoria(s): Políticia Regional