Câmara aprova projeto que vincula arrecadação da taxa de fiscalização de produtos controlados ao órgão fiscalizador

Comissão aprova mudança que direciona recursos da Taxa de Fiscalização de Produtos Controlados ao fundo do órgão que realiza a fiscalização.

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou, em 02/06/2026 – 18:00, o Projeto de Lei 6033/25 que vincula a arrecadação de taxas e multas de produtos controlados ao fundo do órgão que efetivamente exerce a fiscalização. A proposta, de autoria do deputado Delegado Fabio Costa (PP-AL), foi aprovada com emendas do relator, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), segundo o relatório apresentado na comissão.

Principais mudanças aprovadas

O texto estabelece que os recursos da Taxa de Fiscalização de Produtos Controlados (TFPC) serão destinados a quem realiza o ato administrativo. A medida corrige o descompasso financeiro identificado desde 2025, quando a Polícia Federal passou a fiscalizar colecionadores, atiradores e caçadores (CACs), mas os valores continuaram sendo creditados ao Exército.

Foram mantidas, conforme o relatório, alterações previstas no projeto original, entre elas a transferência para a Polícia Federal da competência de fiscalização e arrecadação relativa ao registro e à concessão de porte de arma para CACs, hoje atribuída ao Exército pelo Estatuto do Desarmamento. A mudança está prevista no Decreto 11.615/23.

Pelo texto aprovado, a Polícia Federal também passaria a registrar e conceder porte para atletas estrangeiros em competições de tiro no Brasil e a autorizar porte para segurança de estrangeiros em visita ou sediados no país, atribuições atualmente do Ministério da Justiça.

Com o Exército permaneceriam a fiscalização e a autorização relativas à produção, importação, exportação, desembaraço alfandegário e comércio de armas e produtos controlados.

Arrecadação e destinação dos recursos

A proposta altera a redistribuição de competências e inclui uma tabela com valores de taxas e multas, determinando quais cobranças cabem ao Exército, à Polícia Federal ou a ambos, conforme o produto ou a atividade. Os recursos arrecadados seriam creditados diretamente ao Fundo do Exército quando arrecadados por este, ou ao Funapol quando arrecadados pela Polícia Federal.

Luiz Philippe de Orleans e Bragança ressaltou que o projeto busca garantir a sustentabilidade financeira das instituições de segurança. “A proposição garante que o Comando do Exército e a Polícia Federal (PF) disponham dos meios financeiros necessários para exercer o poder de polícia”, afirmou o relator.

Próximas etapas

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

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Publicado em: 02/06/2026 às 17:00
Categoria(s): Política Nacional