Câmara aprova projeto que cria programa de biotecnologia na Amazônia Legal com participação indígena

Comissão da Amazônia aprovou proposta que institui programa de pesquisa em biotecnologia com regras para povos originários.

A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou em 21/05/2026 – 11:21 o texto que institui o Programa Nacional de Fomento à Pesquisa em biotecnologia na Amazônia Legal. A versão aprovada é da relatora, deputada Socorro Neri (PP-AC), e prevê a participação de povos indígenas e comunidades tradicionais desde a pesquisa até eventual comercialização.

Objetivos do programa

O projeto aprovado tem como objetivos incentivar pesquisas com base na biodiversidade amazônica, apoiar o desenvolvimento de medicamentos e produtos sustentáveis e ampliar a capacitação de recursos humanos locais.

Versão e salvaguardas

O texto aprovado corresponde à versão da relatora para o Projeto de Lei 411/25, de autoria do deputado Thiago Flores (União-RO). A relatora incluiu salvaguardas voltadas aos povos indígenas e às comunidades tradicionais. Segundo a relatora, “Os ajustes neutralizam o risco de que pesquisas com base na biodiversidade amazônica sejam feitas sem a participação dos detentores originários dos saberes ancestrais”.

Regras sobre acesso e repartição de benefícios

A proposta aprovada prevê a participação dos povos indígenas e das comunidades tradicionais em todas as etapas do programa, observada a Lei da Biodiversidade. De acordo com a norma citada, o acesso ao patrimônio genético, aos conhecimentos tradicionais associados e a repartição de benefícios devem seguir regras específicas.

O programa deverá ser articulado com o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) e com políticas de ciencia, tecnologia e inovacao. O texto também prevê parcerias com instituições, empresas e organismos internacionais.

Segundo o autor da iniciativa original, Thiago Flores, o programa criará um ambiente propício à inovação e trará benefícios para a população. “A biodiversidade é um potencial inexplorado, haja vista a insuficiência de investimentos”, afirmou.

Próximos passos

O projeto seguirá em caráter conclusivo para análise pelas comissões de Ciência, Tecnologia e Inovação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Marcelo Oliveira

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Publicado em: 21/05/2026 às 10:21
Categoria(s): Política Nacional