Escola em Manaus realiza 2ª edição do projeto Diversidade Indígena com estudantes do Ensino Médio

Estudantes do Ensino Médio idealizaram e pesquisaram a 2ª edição do projeto que apresentou culturas, tradições e lutas de povos indígenas.

A Escola Estadual (EE) Professor Rofran Belchior da Silva, no bairro Tancredo Neves, zona leste de Manaus, promoveu a 2ª edição do projeto Diversidade Indígena: Povos Originários e Etnias Indígenas nos dias 13 e 14 de maio, em todos os turnos. Voltada para alunos da 1ª a 3ª série do Ensino Médio do Ensino Regular e do EJA, a atividade foi idealizada pelo grêmio estudantil e orientada por professores das áreas de Ciências Humanas, com objetivo de aproximar os estudantes dos saberes e da cultura dos povos originários do estado.

Preparação

Segundo o professor de História e um dos orientadores, Sidney Aguiar, os estudantes passaram por um mês de pesquisa após o sorteio dos temas. Durante esse período, eles participaram de oficinas, conversaram entre si e produziram materiais como roupas e cartazes para as apresentações.

“Estamos cumprindo nosso papel de historiadores, professores de Língua Portuguesa e Sociologia para que os alunos tenham noção de como é fazer pesquisa e como é colocar isso em prática na vida deles”, explicou o professor.

Atividades e apresentações

Nos dias do projeto, os alunos expuseram, por meio de cartazes, grafismos e encenações na área de convivência da escola, representações dos povos Tukano, Desana, Tupinambá, Munduruku, dentre outros. As apresentações mostraram tradições, manifestações culturais, histórias e as lutas dos povos representados.

O diretor escolar, José Cardoso, comentou sobre a proposta: “A ideia era montar algo que pudesse impactar, desmistificar e mostrar essas etnias e povos originários, com objetivo de acabar com os estereótipos que ainda existem”.

Membro do grêmio estudantil e uma das idealizadoras do projeto, a aluna Talita Almeida, 17 anos, da 3ª série do Médio, disse que a iniciativa nasceu de uma pesquisa dos participantes do grêmio e busca transformar esse conhecimento em experiência viva das diferentes culturas.

“É uma experiência única que todos os alunos podem ter e sentir na pele. Uma cultura tão importante dos povos que formaram nossa sociedade”, afirmou a aluna.

Resistência

Foi elaborado um roteiro pré-escrito com a sequência das apresentações. No centro de convivência da escola, os turnos matutino, vespertino e noturno apresentaram para as outras turmas e para os avaliadores a luta diária dos povos indígenas e como a manifestação cultural contribui no combate à opressão.

Assuntos nesse artigo:

#escola, #estadual, #rofranbelchior, #tancredoneves, #manaus, #zonaleste, #diversidadeindigena, #povosoriginarios, #etniasindigenas, #ensinomedio, #eja, #gremioestudantil, #cienciashumanas, #tukano, #desana, #tupinamba, #munduruku, #cartazes, #grafismos, #tradicoes


Publicado em: 15/05/2026 às 16:49
Categoria(s): Políticia Regional
rodape site