Atualização em manejo da sífilis congênita foi oferecida à equipe médica e coordenação de enfermagem da unidade.
A Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), administrada pela Prefeitura de Manaus, promoveu na manhã desta quarta-feira, 10/6, uma atualização em manejo da sífilis congênita com foco na prevenção da transmissão vertical. A ação foi ministrada pela infectopediatra Tyane Almeida Jardim e teve como público a equipe médica e a coordenação de enfermagem da unidade.
Dados nacionais sobre sífilis congênita
De acordo com o Ministério da Saúde, a sífilis congênita é transmitida de pessoa gestante com sífilis não tratada, ou tratada de forma inadequada, para o bebê. O Boletim Epidemiológico de Sífilis, publicado em 2025, registrou queda no número de casos de sífilis congênita no Brasil pela primeira vez em três anos: foram 24.443 diagnósticos em 2024 contra 27.120 em 2022, uma redução de 2.677 casos.
Teste e tratamento no serviço público
A diretora da MMT, Núbia Cruz, ressaltou a importância da testagem e do tratamento precoce. “Por essa razão, é de extrema importância seguirmos intensificando a testagem para sífilis durante o pré-natal e, em caso de resultado reagente (positivo), tratarmos imediatamente as gestantes e suas parcerias sexuais para evitar a transmissão vertical“, afirmou.
O teste rápido para sífilis é oferecido gratuitamente nas unidades de saúde da rede municipal. O exame é direcionado ao público em geral, adolescentes, adultos e idosos, assim como às gestantes assim que iniciam o pré-natal. O procedimento é feito a partir da coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo; o resultado costuma sair em poucos minutos e o tratamento é simples, conforme explicou Núbia Cruz.
Riscos para o recém-nascido e conduta na maternidade
Segundo a pediatra neonatologista e gerente técnica da MMT, Sigrid Nascimento, a sífilis congênita pode causar aborto, parto prematuro, malformações como cegueira, surdez ou deficiências intelectuais, além de morte neonatal. “A transmissão vertical, de mãe para filho, pode acontecer durante a gestação ou na hora do parto, mas, quando há o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, há uma diminuição significativa dos riscos para o desenvolvimento de sífilis congênita”, avaliou a pediatra.
A diretora Núbia Cruz informou que todas as mulheres em trabalho de parto que dão entrada na Maternidade Dr. Moura Tapajóz passam por testes que identificam Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), entre elas a sífilis. “Muitas mulheres, por exemplo, já haviam recebido o diagnóstico, mas abandonaram o tratamento na metade, o que, apesar de complicar bastante a situação, não impede que iniciemos o tratamento na mãe e no recém-nascido”, explicou. Nesses casos, o bebê precisa ficar internado na maternidade para receber acompanhamento e medicação, além de acompanhamento específico nos primeiros meses de vida.
Texto – Marcella Normando/Semsa
Fotos – Divulgação/Semsa
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Publicado em: 10/06/2026 às 18:31

