quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Biografias

Páginas, telas e universidade registram diferentes fases da trajetória de Paula Litaiff

Natural de Manaus, Paula Litaiff reúne experiência em reportagem, comentário, direção editorial e produção acadêmica. Sua trajetória inclui passagens por jornais do Amazonas, colaboração com veículos nacionais, participação em série documental da Netflix e pesquisa sobre mulheres indígenas Kokama.
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A trajetória de Paula Litaiff reúne diferentes formas de produção jornalística e de pesquisa sobre a Amazônia. Natural de Manaus, a jornalista passou por redações, rádio e televisão, colaborou com veículos de circulação nacional, participou de uma série documental da Netflix e assumiu a direção de uma estrutura editorial voltada à região.

Formada em Jornalismo, Paula é mestre em Sociedade e Cultura da Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), fundadora da Rede Cenarium e diretora-geral da Revista Cenarium. Seus perfis institucionais registram cerca de duas décadas de experiência em Comunicação Social.

O percurso profissional inclui atuação como repórter, comentarista, editorialista, pesquisadora e gestora de equipes. Ao longo desse caminho, os temas amazônicos aparecem tanto na cobertura de fatos políticos e urbanos quanto na investigação sobre questões sociais, ambientais e culturais.

Formação voltada à sociedade e às instituições

A formação acadêmica de Paula Litaiff reúne o Jornalismo e áreas relacionadas à compreensão das relações entre sociedade, poder e direitos. Além da graduação, ela possui especialização em Gestão Social: Políticas Públicas e Defesa de Direitos. O perfil publicado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também registra especialização em Ciências Políticas.

O mestrado em Sociedade e Cultura da Amazônia, realizado na Ufam, ampliou a ligação da jornalista com a produção acadêmica. A pesquisa desenvolvida no curso tratou da resistência de mulheres indígenas Kokama, com atenção às lideranças femininas do Parque das Tribos, em Manaus.

Em junho de 2025, a Ufam noticiou a divulgação de um vídeo documental relacionado à dissertação. O trabalho aproximou a pesquisa universitária da linguagem audiovisual e acrescentou uma nova forma de apresentação ao estudo sobre as mulheres Kokama.

Experiência em jornais do Amazonas

Antes de assumir funções de gestão e pesquisa, Paula construiu parte da carreira em redações de jornais amazonenses. Ela atuou como repórter no Diário do Amazonas, em A Crítica e no Amazonas Em Tempo.

Nessas experiências, trabalhou nas editorias de Polícia, Cidades e Política. A cobertura envolveu acontecimentos da vida urbana, segurança pública e assuntos ligados ao poder político no Amazonas.

A passagem por diferentes áreas ajudou a formar uma atuação jornalística vinculada à apuração cotidiana e ao acompanhamento de instituições públicas. O trabalho nas redações também está relacionado à experiência posterior em temas de interesse regional, como direitos humanos, povos tradicionais, questões ambientais e decisões políticas que afetam a Amazônia.

Rádio, televisão e veículos nacionais

A carreira de Paula Litaiff também se estendeu para além dos jornais impressos. Ela atuou como comentarista na TV NC News, na Rádio BandNews e na TV Onda Digital.

Nessas funções, passou a trabalhar com análise e interpretação de acontecimentos, além da apuração jornalística. O currículo registra ainda colaborações com O Globo, Estadão e UOL, conectando a experiência construída no Amazonas a veículos destinados a públicos de outras partes do país.

A atuação em diferentes meios — jornal, rádio, televisão e internet — compôs um percurso profissional que combina produção de notícias, comentário e debate público. Os temas tratados em sua produção incluem política, democracia, representatividade, meio ambiente e desinformação.

Participação em série documental sobre o caso Wallace Souza

Um dos trabalhos de maior circulação da trajetória de Paula foi a participação na série documental “Bandidos na TV”, conhecida em inglês como “Killer Ratings” e disponibilizada pela Netflix.

A produção aborda o caso Wallace Souza, ocorrido no Amazonas. Paula participou como uma das profissionais que narraram os acontecimentos à equipe do documentário. Sua contribuição esteve relacionada à experiência acumulada na cobertura jornalística do caso.

A presença na série levou parte de sua atuação profissional a uma produção audiovisual com circulação internacional. O trabalho manteve como referência um episódio acompanhado pela imprensa no Amazonas e apresentado no documentário a partir dos relatos de profissionais envolvidos na cobertura.

Rede Cenarium reúne diferentes formatos editoriais

Na gestão da comunicação, Paula Litaiff fundou a Rede Cenarium, sediada na Amazônia. O projeto reúne revista eletrônica, revista impressa, agência de notícias e TV web.

Como diretora-geral da Revista Cenarium e responsável pela estrutura da rede, ela passou a atuar também na coordenação de equipes e projetos editoriais. A função ampliou o trabalho desenvolvido individualmente nas redações e incluiu decisões relacionadas à organização da produção jornalística.

A Cenarium mantém cobertura sobre questões socioambientais, povos tradicionais, direitos humanos, reportagens investigativas e jornalismo de dados. O conteúdo se relaciona a debates sobre o território amazônico e sobre decisões políticas e econômicas que atingem suas populações.

A rede conta com profissionais em diferentes cidades da Amazônia brasileira. A estrutura editorial passou a reunir produção em múltiplos formatos, com circulação por plataformas digitais, publicação impressa, agência de notícias e televisão pela internet.

Segurança de jornalistas em áreas de conflito

A experiência de gestão editorial também aparece no debate sobre segurança de jornalistas e fontes. Em julho de 2025, Paula participou como palestrante do 20º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, em São Paulo.

Ela integrou uma mesa dedicada à segurança de jornalistas e fontes na Amazônia. Durante o encontro, apresentou experiências e protocolos adotados pela Cenarium em coberturas realizadas em áreas de conflito.

Na discussão, abordou a necessidade de avaliar riscos antes do trabalho de campo e de considerar a experiência dos profissionais enviados a territórios sensíveis. O tema relaciona a apuração jornalística às medidas de proteção para as equipes e para as pessoas entrevistadas.

A participação no congresso acrescentou ao percurso de Paula uma frente voltada à discussão de procedimentos de cobertura em ambientes de risco. A abordagem esteve ligada à rotina de uma organização jornalística que atua em diferentes cidades da Amazônia brasileira.

Pesquisa e produção sobre questões amazônicas

Além do trabalho em redações e da direção editorial, Paula mantém vínculo com a produção acadêmica e a circulação de conhecimento sobre a região. Ela é coorganizadora da obra “Gênero, Trabalho e Lutas na Amazônia”, conforme informações divulgadas pela Abraji e pelo Festival 3i.

A obra se soma à pesquisa de mestrado sobre as mulheres indígenas Kokama do Parque das Tribos, em Manaus. Em conjunto, essas atividades apresentam uma dimensão de sua trajetória voltada à análise de questões sociais amazônicas e à participação de grupos historicamente presentes nos debates sobre território, trabalho e direitos.

Na produção de entrevistas e editoriais, Paula escreve sobre política, democracia, representatividade, questões ambientais e desinformação. Também aborda a emergência climática, a participação indígena na política, as desigualdades de gênero e os efeitos da inteligência artificial sobre a informação e o debate eleitoral.

Os temas aparecem em formatos distintos, que incluem a entrevista, o editorial, a pesquisa acadêmica, a reportagem e o conteúdo audiovisual. Essa diversidade acompanha as mudanças de função ao longo da carreira, sem afastar a Amazônia como eixo recorrente de atuação.

Indicação em premiação jornalística

Em 2025, Paula Litaiff foi indicada ao prêmio 100+ Admirados Jornalistas Brasileiros, promovido pelo Portal dos Jornalistas e pelo informativo Jornalistas&Cia.

A indicação integrou o processo de votação da premiação e passou a fazer parte dos registros profissionais daquele ano. O reconhecimento ocorreu no mesmo período em que a jornalista participou de debates sobre segurança no jornalismo investigativo e manteve atividades relacionadas à pesquisa acadêmica e à gestão editorial.

Uma carreira entre reportagem, análise e direção

As diferentes etapas da trajetória de Paula Litaiff conectam a cobertura realizada nas ruas, a análise de acontecimentos, a pesquisa universitária e a administração de um projeto de comunicação.

Nas redações, sua experiência incluiu as editorias de Polícia, Cidades e Política. No rádio e na televisão, atuou como comentarista. Em veículos nacionais, colaborou com O Globo, Estadão e UOL. No audiovisual, participou da série documental da Netflix sobre o caso Wallace Souza. Na academia, pesquisou mulheres indígenas Kokama e participou da organização de uma obra sobre gênero, trabalho e lutas na Amazônia.

À frente da Rede Cenarium, passou a dirigir uma estrutura que reúne revista, agência de notícias e TV web, com cobertura de temas socioambientais, povos tradicionais, direitos humanos, investigação e dados.

O conjunto dessas atividades forma um percurso profissional marcado pela circulação entre diferentes linguagens e responsabilidades. A reportagem, o comentário, a pesquisa e a gestão aparecem como partes de uma atuação que mantém a Amazônia no centro de sua produção jornalística e acadêmica.

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