Unidade entregue pelo Governo do Amazonas reúne tecnologia, internação e atendimento multidisciplinar

FOTOS: Alex Pazuello e Tiago Corrêa/SECOM
Em apenas 30 dias de funcionamento, o Hospital do Sangue, entregue pelo Governo do Amazonas, já opera com atendimento integral e se firma como referência no Norte, ao reunir tecnologia, internação e cuidado multidisciplinar em um único espaço. Inaugurada em 16 de março, a unidade concentra serviços de média e alta complexidade, ampliando o acesso na REDE pública estadual, qualificando o diagnóstico e garantindo um atendimento mais humanizado a pacientes com doenças hematológicas.
A secretária de Estado de saúde, Nayara Maksoud, destacou que a implantação da unidade representa um avanço importante para a REDE estadual, ao reorganizar a linha de cuidado dos pacientes hematológicos e onco-hematológicos e ampliar a capacidade de atendimento especializado no Amazonas.
“Foi uma virada importante no cuidado ao paciente hematológico e oncohematológico. Nós trazemos para a REDE estadual de saúde uma implementação do cuidado para esses pacientes. Nós nos tornamos referência no Brasil por sermos um hospital com essa densidade tecnológica e capacidade instalada e uma referência para todo o norte. Então para nós foram 30 dias de muito trabalho, 30 dias de implementação de processos e de acolhimento”, explicou a secretária.


FOTOS: Alex Pazuello e Tiago Corrêa/SECOM
A diretora-presidente da Fundação Hemoam, Socorro Sampaio avalia que o NOVO hospital representa um avanço direto na qualidade da assistência e na organização da REDE estadual, ao concentrar, em um único espaço, toda a linha de cuidado dos pacientes hematológicos.
“Um diferencial muito importante são as nossas enfermarias, que são com dois leitos. Outro diferencial é o atendimento multidisciplinar, onde o paciente é atendido de uma forma integral aqui no próprio hospital, que vai desde o atendimento da fisioterapia, odontologia, serviço social, nutrição, fonoaudiologia e diversos outros profissionais”, detalhou Socorro.
Sobre os avanços tecnológicos implantados na unidade, a diretora enfatizou ainda os impactos diretos na segurança e na qualidade do atendimento.
“Instalamos na UTI as estativas de teto bem diferenciado, onde nós melhoramos a humanização no atendimento, nós aumentamos a segurança do paciente e também da equipe, além de reduzir risco de infecções. Temos a central de monitoramento, onde todos os pacientes que estão internados na UTI são monitorados e vistos de uma forma única, por todos os profissionais”, complementou a diretora da unidade.


FOTOS: Alex Pazuello e Tiago Corrêa/SECOM
Em tratamento desde a infância, Flaviany Uchoa Carvalho, de 16 anos, diagnosticada com Trombocitopenia Imune (PTI), destacou as mudanças percebidas com a nova estrutura e o impacto do acompanhamento integral oferecido pela equipe multiprofissional. Para ela, a possibilidade de ter diferentes especialidades reunidas em um único local representa mais conforto, continuidade no cuidado e melhora na qualidade de vida durante o tratamento.
“Eu preciso de tanta coisa e um hospital consegue me ajudar em tudo isso, minha saúde mental e física, e muitas outras coisas. Eu achei muito bom, aumentou muita coisa, está maior, tem mais ferramentas que Podemos usar, que antes não tinha e agora tem”, disse Flaviany.
Já a paciente Maria Lucirene, de 66 anos, em tratamento oncológico, ressaltou a diferença no acolhimento e na atenção recebida na unidade, especialmente em comparação a experiências anteriores em outros serviços de saúde. Ela enfatiza que o cuidado humanizado faz diferença direta no enfrentamento do tratamento.
“O tratamento aqui é ótimo para as pessoas, eu já tive experiência em outros lugares e não é assim como o tratamento como aqui. Eles são bem atenciosos, eu estou completando esse ciclo de quimioterapia. Faz muita diferença, a gente ser bem tratado, acolhido e ter toda a atenção que a gente merece”, comparou Lucirene.


FOTOS: Alex Pazuello e Tiago Corrêa/SECOM
A experiência também é compartilhada por Maria da Conceição, que realiza tratamento para leucemia na unidade e chama atenção para o ambiente mais acolhedor e humanizado, que contribui para o bem-estar dos pacientes durante a internação.
“A vista é maravilhosa, que chique. Olhar pro céu. Eu tinha um sonho de que a minha casa tivesse uma vista assim, pra mim olhar pro céu. A noite ver as estrelas, o prédio, o verde, os pássaros voando. Eu não tenho nem palavras, é maravilhoso”, destacou a paciente.


FOTOS: Alex Pazuello e Tiago Corrêa/SECOM
Estrutura e investimento
Projetado para ampliar o acesso a serviços de média e alta complexidade, o Hospital do Sangue conta com 184 leitos, incluindo 16 de UTI adulto e pediátrica, além de centro cirúrgico, hospital-dia e ambulatórios especializados. A unidade atende casos de hematologia clínica e onco-hematologia, incluindo leucemias, linfomas e outras doenças do sangue, com suporte multiprofissional.
O hospital dispõe de parque tecnológico completo para diagnóstico, com exames como tomografia, ultrassonografia, ecocardiograma, eletrocardiograma, raio-x, doppler transcraniano e laboratório especializado. Entre os avanços previstos está a implantação do transplante de medula óssea, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para outros estados.
A unidade recebeu investimento total de R$ 58,6 milhões, sendo R$ 37,3 milhões de recursos federais e R$ 21,3 milhões de contrapartida estadual, além de cerca de R$ 10 milhões aplicados em serviços complementares. O custeio anual será de aproximadamente R$ 165 milhões.
