A elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Amazonas foi conduzida a partir da articulação de especialistas de diferentes áreas e da experiência acumulada por Durango Duarte em pesquisas, comunicação, consultoria e gestão de projetos. O trabalho resultou em três volumes técnicos, com aproximadamente 1.742 páginas de diagnósticos, metas e propostas para o estado.
Apresentado pelo governador eleito Omar Aziz (PSD) como uma das bases de seu projeto de governo, o planejamento reúne temas econômicos, sociais e administrativos. A proposta é organizar uma agenda que ultrapasse o período de um mandato e seja acompanhada por indicadores, estratégias de execução e instrumentos de avaliação.
Um trabalho dividido em três volumes
A estrutura do plano foi distribuída em três grandes eixos. O primeiro trata das condições fiscais do Amazonas, dos efeitos da Reforma Tributária, da infraestrutura, da logística e da diversificação da economia.
Também estão nesse volume diretrizes para o fortalecimento da Zona Franca de Manaus, a expansão das atividades produtivas no interior, a bioeconomia, o turismo, a piscicultura, a fruticultura, a ciência e a tecnologia. O conjunto parte da necessidade de ampliar a capacidade de investimento do estado e reduzir as desigualdades econômicas entre Manaus e os demais municípios.
O segundo volume concentra propostas para saúde, segurança pública e assistência social. Na saúde, o plano prevê a regionalização do atendimento, a ampliação da telessaúde nos 62 municípios, o fortalecimento dos polos regionais e a utilização de barcos-hospitais e equipes itinerantes.
Na segurança, aparecem propostas de modernização do Ronda no Bairro e de expansão do modelo por meio do Ronda nos Municípios, Ronda nos Rios, Ronda Social e Ronda Digital. Para a assistência social, o programa Amazonas Forte Social busca fortalecer a rede de proteção às famílias vulneráveis e ampliar oportunidades de autonomia econômica.
O terceiro volume reúne educação, cultura, habitação, meio ambiente, políticas indigenistas, ciência, tecnologia e inovação. Entre as medidas estão o Pacto Estadual de Alfabetização, o fortalecimento do ensino médio, a ampliação da educação profissional e tecnológica e a modernização dos serviços públicos por meio do Amazonas Digital e Inovador.
O documento também prevê o fortalecimento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), além de políticas voltadas à valorização cultural e à proteção dos povos indígenas.
Participação de equipes e instituições
A construção do plano envolveu pesquisadores, professores, economistas, especialistas em políticas públicas, profissionais da administração e representantes de diferentes setores da sociedade. Também houve contribuições de entidades de classe, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e representantes do setor produtivo.
O segundo volume registra a participação direta de mais de 200 colaboradores. O terceiro menciona mais de uma centena de participantes. A coordenação ficou sob responsabilidade de Durango Duarte, que organizou equipes responsáveis por áreas temáticas distintas e articulou estudos, diagnósticos e propostas para a administração estadual.
Além dos temas tradicionais de governo, o planejamento incorpora inteligência artificial, transformação digital, mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e modernização da administração pública. A intenção declarada é relacionar os problemas identificados às soluções propostas e aos mecanismos necessários para colocá-las em prática.
A trajetória profissional de Durango Duarte
A participação de Durango na coordenação do plano está relacionada a uma trajetória iniciada no Amazonas ainda na adolescência. Nascido em 11 de novembro de 1963, em Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul, ele chegou a Manaus em 1975 e construiu na capital amazonense a maior parte de sua carreira profissional e empresarial.
Estudou Engenharia, Matemática e Jornalismo na antiga Universidade do Amazonas, atual Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e graduou-se em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda, pelo Centro Universitário do Norte (Uninorte). Também fez especializações em marketing, políticas públicas, governo, inovação e transformação digital.
Sua aproximação com a política ocorreu durante o movimento estudantil, na década de 1980, quando participou de mobilizações pela redemocratização do país e de atividades de representação universitária. Em 1988, foi convidado por Omar Aziz para assumir a direção executiva da Fundação de Apoio e Desenvolvimento Comunitário (Fundac). No mesmo ano, participou da primeira campanha eleitoral de Omar para a Câmara Municipal de Manaus.
Entre 1989 e 1990, atuou como consultor do então prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. Mais tarde, desenvolveu trabalhos de consultoria associados a administrações estaduais de Amazonino Mendes, Eduardo Braga, Omar Aziz e Wilson Lima, além de gestões municipais.
Essas atividades envolveram comunicação institucional, planejamento governamental e políticas públicas. Entre as iniciativas associadas à sua trajetória profissional estão o Ronda no Bairro, o Amazonas Digital, o Viver Melhor, a Cidade Universitária e o Bolsa Universidade.
Pesquisas eleitorais e expansão empresarial
A experiência com pesquisas começou em 1990, em trabalhos realizados com professores do Departamento de Estatística da Universidade do Amazonas. Naquele período, Durango participou de iniciativas de acompanhamento e apuração eleitoral paralela, em um contexto de recursos tecnológicos mais limitados e de demora na totalização oficial dos resultados.
Em 13 de julho de 1993, fundou a Perspectiva Tecnologia da Informação, que posteriormente passou a atuar sob a marca Perspectiva Mercado e Opinião. A empresa realizou pesquisas eleitorais, estudos de mercado, levantamentos de opinião pública e análises sobre o comportamento dos consumidores.
Segundo informações de sua trajetória profissional, a empresa desenvolveu mais de mil projetos de pesquisa, enquanto Durango acompanhou 22 eleições desde 1982. Ele também criou o Top of Mind, levantamento destinado a identificar as marcas e os produtos mais lembrados pelos consumidores de Manaus.
Ao longo dos anos, o empresário ampliou sua atuação para comunicação, tecnologia e publicidade. Em 2009, fundou a The Voice, voltada à publicidade em painéis eletrônicos de LED. Em 2019, criou a iMarketing, com serviços de comunicação digital, marketing, pesquisas e monitoramento de informações.
Em 2021, fundou a Red Agency, voltada ao setor publicitário, e estruturou a DMD Holding para organizar suas atividades e participações empresariais. A diversificação dos negócios ampliou sua experiência na gestão de equipes, no desenvolvimento de projetos e no planejamento empresarial.
Memória e produção de conhecimento
A trajetória de Durango também inclui a preservação de registros históricos. Em 2015, ele fundou o Instituto Durango Duarte (IDD), organização sem fins lucrativos dedicada à pesquisa, à documentação e à preservação da memória.
Inaugurado oficialmente em abril de 2016, o instituto reúne jornais, fotografias, documentos e outras fontes relacionadas à história de Manaus, do Amazonas e do Brasil. Durango também participou da publicação de obras sobre política, cultura, comunicação e história regional.
Entre os trabalhos estão Informação é Tudo, de 2005; Manaus, entre o Passado e o Presente, de 2009; Imprensa Amazonense, de 2015; e Manaus 350 Anos, publicado em 2020. Ele também participou de publicações sobre a história da Zona Franca de Manaus, o ciclo da borracha e a preservação do patrimônio histórico da capital.
O plano como referência para a próxima gestão
Omar Aziz foi eleito governador do Amazonas no domingo, 25 de outubro de 2026, ao lado da vice-governadora eleita Alessandra Campêlo. A posse da nova gestão está prevista para janeiro de 2027. Será o retorno de Omar ao comando do Executivo estadual, depois de ter administrado o estado entre 2010 e 2014.
Alessandra Campêlo será a primeira mulher eleita para o cargo de vice-governadora no Amazonas. A próxima administração deverá lidar com temas como reorganização administrativa, ampliação dos investimentos, melhoria dos serviços públicos e desenvolvimento dos municípios do interior.
O plano coordenado por Durango Duarte reúne propostas para essas áreas, mas a execução dependerá da definição de prioridades, da disponibilidade orçamentária, da capacidade dos órgãos estaduais e da articulação com municípios, União e setor produtivo.
Com a vitória de Omar Aziz, o documento passa a integrar o conjunto de referências técnicas disponíveis para a formulação das políticas públicas da próxima administração. A proposta organiza diagnósticos, indicadores, metas e estratégias em uma agenda que pretende dar continuidade às ações para além de um mandato.
A coordenação do planejamento representa uma nova etapa na trajetória de Durango Duarte, que reúne experiências no movimento estudantil, na consultoria governamental, no empreendedorismo, nas pesquisas de opinião pública e na preservação histórica. O trabalho agora associado ao plano do Amazonas conecta essas diferentes frentes em uma estrutura voltada à formulação de políticas para o desenvolvimento econômico e social do estado.








