Quatorze médicos de unidades da REDE municipal de Manaus concluíram curso para inserção do implante subdérmico e ampliar a oferta do método.
Nessa quarta-feira, 18/3, médicos de 14 unidades de saúde da Prefeitura de Manaus concluiram um curso de inserção de implante subdérmico contraceptivo, promovido pela Secretaria Municipal de saúde (Semsa). O treinamento ocorreu em duas turmas, ao longo de dois dias, no centro de referência para Ampliação do Uso de Método Contraceptivo Reversível de Longa Duração da secretaria, na unidade de saúde da Família (USF) Armando Mendes, na zona Norte.
Troca de conhecimento e prática
Ao todo, 14 profissionais, um de cada unidade de saúde, participaram da formação ministrada pela médica Fabíola Santos e pela ginecologista Daniela Klink. O curso incluiu noções teóricas sobre o implante subdérmico liberador de etonogestrel, protocolos do Ministério da saúde, técnica de inserção e retirada, efeitos adversos e fluxo de atendimento na REDE básica.
Os participantes também realizaram prática de inserção do implante em modelo anatômico e em mulheres, conforme a programação da capacitação. A ação teve como objetivo preparar os profissionais para o atendimento na Atenção Primária à saúde.
Ampliação da oferta e previsão de implantação
Conforme a técnica da Divisão de Atenção à saúde da Mulher da Semsa, enfermeira Bruna Meireles, o curso integra ações da secretaria para ampliar a oferta do método contraceptivo nas unidades da REDE municipal de Atenção Primária à saúde (APS). Atualmente, o método está disponível em dez unidades da Semsa, distribuídas em todas as zonas geográficas do município.
Bruna Meireles informou que “a previsão é que essas 14 unidades possam estar também ofertando o implante a partir do mês de abril”, destacando que os estabelecimentos estão distribuídos nos cinco distritos de saúde da Semsa: Norte, Leste, Oeste, Sul e rural.
Características do método e público prioritário
A chefe da Divisão de Atenção à saúde da Mulher, enfermeira Lúcia Freitas, explicou que o implante subdérmico é inserido sob a pele do braço e impede a ovulação mediante a liberação contínua do hormônio etonogestrel. “O procedimento é rápido, e o método tem duração de três anos, com eficácia de até 99% na prevenção da gravidez”, informou a gestora.
De acordo com Lúcia Freitas, o método é ofertado, de forma prioritária, para adolescentes e mulheres de 14 a 49 anos em situação de vulnerabilidade, incluindo migrantes, refugiadas, pessoas em situação de rua, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, homens trans, privadas de liberdade e trabalhadoras do sexo, além de pessoas com dificuldade ou contraindicação ao uso do dispositivo intrauterino (DIU).
Lúcia ressaltou que, para utilizar o implante, é necessária consulta médica para avaliar condições de contraindicação, como histórico de câncer de mama ou acidente vascular cerebral.
Próximas etapas da Semsa
A Semsa planeja capacitar mais 54 profissionais nos próximos meses para ampliar ainda mais a oferta do implante subdérmico na REDE básica municipal. A iniciativa integra a estratégia da saúde municipal para ampliar o planejamento reprodutivo da população.
Além do implante subdérmico, as unidades da Semsa ofertam outros métodos contraceptivos, como DIU, camisinhas internas e externas, contraceptivos orais e injetáveis. A secretaria também realiza encaminhamentos para laqueaduras e vasectomias quando solicitado e quando a pessoa for elegível.
Texto – Jony Clay Borges / Semsa
Fotos – Divulgação / Semsa
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