Alerta sobre risco de aumento da transmissão de malária em deslocamentos a áreas próximas a rios, igarapés e florestas.
A Prefeitura de Manaus reforça o aviso à população sobre o risco de elevação da malária durante o período carnavalesco e feriados prolongados, quando há maior deslocamento para balneários, retiros religiosos e áreas próximas a rios, igarapés e florestas, locais favoráveis ao mosquito Anopheles. Manaus registrou 892 casos de malária de janeiro a 4 de fevereiro deste ano, segundo a Secretaria Municipal de saúde (Semsa).
Risco e orientações
Conforme o chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa, Alciles Comape, a circulação ampliada de pessoas para áreas de lazer e comunidades rurais e periurbanas aumenta a exposição ao vetor. Do total de 892 casos, 48,9% foram entre residentes da zona Leste, 37,2% na zona rural terrestre, 9,1% na zona Oeste, 2,7% na zona rural fluvial e 1,9% na zona Norte.
A orientação inclui evitar permanecer em áreas de mata, beiras de rios e igarapés no final da tarde e à noite, no período de maior atividade do Anopheles, do anoitecer ao amanhecer; utilizar repelentes; preferir roupas de mangas longas e calças; manter portas e janelas fechadas ou protegidas com telas, quando possível; e usar mosquiteiros ou cortinados ao dormir, conforme recomenda Alciles Comape.
Diagnóstico e atendimento
A diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da saúde do trabalhador (Dvae/Semsa), enfermeira Marinélia Ferreira, destaca a importância do diagnóstico precoce e do tratamento em tempo oportuno para prevenir complicações. A Semsa tem fortalecido o diagnóstico na REDE municipal, que conta atualmente com 79 pontos de atendimento com oferta de exames. Desse total, 29 unidades oferecem o teste rápido e 50 realizam o exame de gota espessa.
Marinélia lembra que a malária é endêmica na Amazônia e orienta a população a suspeitar da doença em caso de febre. Os sintomas principais são febre, calafrios, cefaleia, dores no corpo ou mal-estar, que podem surgir, em média, entre 12 e 15 dias após a exposição ao mosquito. Se durante ou após as festas de Carnaval houver manifestação de sintomas, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde imediatamente e informar que frequentou uma área de risco, para orientar a solicitação de exames e concluir o diagnóstico.
Como existem casos assintomáticos ou com sintomas leves, familiares e pessoas que acompanharam paciente com confirmação de malária em áreas de risco também devem realizar o exame.
Dados anuais
Em 2025, Manaus registrou 8.370 casos de malária. Desse número, 40,1% foram notificados na zona rural terrestre, 37% na zona Leste, 16,9% na zona Oeste, 4,7% na zona rural fluvial e 1,1% na zona Norte.
Texto – Eurivânia Galúcio / Semsa
Fotos – Divulgação / Semsa
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