Palestra da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar apresentou medidas práticas para reduzir infecções após cirurgias.
A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da Maternidade Dr. Moura Tapajóz (CCIH/MMT), da Prefeitura de Manaus, promoveu, na manhã desta segunda-feira, 23/3, uma palestra sobre o Protocolo de Prevenção de Infecção de Sítio Cirúrgico. A apresentação foi feita pela enfermeira da CCIH/MMT, Kalyria Kyrk, e teve como objetivo reforçar orientações para tornar os procedimentos mais eficientes e seguros, com foco na redução de complicações pós-operatórias e na recuperação dos pacientes.
Objetivo e apresentação
Segundo Kalyria Kyrk, entre os protocolos necessários à segurança da unidade, a atenção aos processos que reduzem os riscos de contaminação no centro cirúrgico é prioridade. “Como sempre digo, devemos reforçar, periodicamente, as orientações para que os procedimentos se tornem cada vez mais eficientes e seguros, desde a mais simples lavagem das mãos antes e depois de qualquer atendimento, até ações mais complexas. Para isso, temos um Protocolo de Prevenção de Infecção de Sítio Cirúrgico, assim como um Protocolo de Antibioticoprofilaxia e Antibioticoterapia em Ginecologia e Obstetrícia, ou seja, temos todas as ferramentas e procedimentos padronizados para reduzir ao máximo a ocorrência de infecções”, afirmou a enfermeira.
Medidas recomendadas durante os procedimentos
A diretora da MMT, enfermeira obstetra Núbia Cruz, explicou que o objetivo do evento foi reduzir o índice de infecções, diminuir o tempo de internação e elevar a qualidade do cuidado cirúrgico oferecido. “A prevenção de infecção de sítio cirúrgico é de extrema importância, pois sabemos que a mulher que acabou de ter bebê por meio de uma cesariana já se encontra em uma situação naturalmente frágil, em razão de ter passado por um procedimento cirúrgico. Então, nesses casos, uma intercorrência infecciosa PODE atrapalhar muito todo o processo puerperal”, disse Núbia.
A diretora ressaltou que a infecção de sítio cirúrgico é a principal complicação da operação cesariana e que a infecção puerperal continua sendo referenciada como uma das principais causas de óbitos maternos no Brasil. “Mas essa é uma realidade evitável e que estamos trabalhando incansavelmente para mudar”, avaliou.
Durante a atividade, os profissionais de saúde foram orientados sobre protocolos a serem seguidos em procedimentos cirúrgicos e relembrados da importância da higienização das mãos antes e depois de todo contato com pacientes, inclusive após remover as luvas. Foram destacadas as principais medidas para controle da infecção de sítio cirúrgico, que incluem:
– prevenção pré-operatória eficiente;
– técnicas cirúrgicas seguras e desinfecção rigorosa;
– uso adequado de antibióticos profiláticos;
– controle da temperatura corporal e da glicemia;
– boas práticas de cuidado pós-operatório por parte das equipes e dos pacientes.
Consequências e impacto na assistência
A enfermeira Kalyria Kyrk enumerou motivos para evitar infecções de sítio cirúrgico: além de contribuírem para a mortalidade materna, essas infecções prolongam a internação, aumentam despesas hospitalares, podem desestimular a amamentação, desfavorecer o vínculo mãe-filho e estão relacionadas ao desenvolvimento da depressão pós-parto.
Os profissionais que participaram da palestra receberam orientações práticas sobre a aplicação dos protocolos e foram convocados a manter rotina de verificação e adesão às medidas apresentadas.
Texto – Marcella Normando/ Semsa
Fotos – Divulgação/Semsa
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