Maternidade Dr. Moura Tapajóz realiza sessão científica sobre rotura prematura de membranas e condutas

Sessão apresentou atualizações sobre diagnóstico, riscos e condutas para rotura prematura de membranas na MMT.

A Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), da Prefeitura de Manaus, realizou na manhã desta quinta-feira, 27/8, uma sessão científica sobre atualizações das práticas clínicas e recomendações relativas à rotura prematura de membranas. A apresentação foi feita pela residente Lorena Andrade da Silva, do Programa de Residência de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), sob supervisão do médico obstetra José Fernandes de Souza Viana.

O que é e quando ocorre

A rotura prematura de membranas responde por cerca de 40% dos partos prematuros e se caracteriza pela ruptura das membranas amnióticas fora do trabalho de parto. Pode ocorrer no termo, a partir de 37 semanas, ou no pré-termo, até 36 semanas e 6 dias, conforme a definição adotada pela equipe.

Riscos e consequências

A diretora da MMT, enfermeira obstetra Núbia Cruz, afirmou que a condição representa um desafio clínico importante pela elevada taxa de morbimortalidade neonatal e pelos riscos maternos associados. Segundo ela, a identificação precoce e a vigilância clínica das mulheres são fundamentais para evitar agravamento de saúde e óbitos maternos e fetais.

O gerente de Enfermagem da MMT, Everton de Freitas Gomes, destacou que a principal consequência é a infecção intrauterina, cujo risco aumenta progressivamente quanto maior o tempo entre a ruptura e o parto. “A conduta imediata e adequada frente a esta condição pode ser determinante para evitarmos desfechos desfavoráveis para mãe e bebê, tendo em vista riscos de infecção, como corioamnionite, prematuridade, malformações fetais e até o óbito materno por sepse“, avaliou o enfermeiro.

Formação e protocolos

A enfermeira obstetra e responsável pelo Núcleo de Educação Continuada e Permanente da MMT, Larissa de Almeida, ressaltou que a unidade incentiva profissionais em formação e trabalhadores do serviço a observarem a prática à luz das evidências científicas, protocolos e guidelines. “Escrever e avaliar casos clínicos é uma das melhores estratégias para aperfeiçoar a assistência em saúde dentro da nossa unidade”, afirmou.

Larissa acrescentou que a sessão científica é atividade recém-implementada em que residentes que utilizam a maternidade como campo de prática apresentam temas vivenciados na rotina clínica. O objetivo é fortalecer o processo de ensino e aprendizagem na modalidade de ensino em serviço, estimulando a capacidade analítica e reflexiva do residente, do interno e dos profissionais que participam.

Texto – Marcella Normando/Semsa

Foto – Divulgação/Semsa

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Publicado em: 27/08/2026 às 15:49
Categoria(s): Política Municipal