Curso presencial do PRN-SBP treinou equipes para transporte intra e inter-hospitalar de recém-nascidos críticos.
A Maternidade Dr. Moura Tapajóz, da Prefeitura de Manaus, encerrou, nesta quinta-feira, 10/9, o curso “Transporte do Recém-Nascido de Alto Risco”, promovido pelo Programa Brasileiro de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria (PRN-SBP). O treinamento foi realizado no auditório da unidade e teve como objetivo capacitar profissionais para o transporte intra-hospitalar e inter-hospitalar de recém-nascidos de alto risco, conforme as diretrizes da SBP 2024.
Formato e público
O curso foi presencial e composto por uma aula teórica e quatro aulas práticas, com participação de 40 profissionais — entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas. Houve aplicação de pré e pós-testes sobre requisitos básicos e problemas mais frequentes relacionados ao transporte do recém-nascido de alto risco.
Nas atividades práticas foram utilizados incubadora de transporte, bomba perfusora, manequim de intubação e ventilador mecânico manual em T. Cada instrutora credenciada do PRN-SBP ministrou o treinamento para até oito alunos. As instrutoras foram as médicas neonatologistas e pediatras Valeska Affonso Salignac Marcião, Sandra Mendes de Magalhães da Silva, Briza Rocha, Paula Célia Dias Menezes e Sigrid Marcela Rodrigues do Nascimento.
Importância do treinamento
Segundo a médica neonatologista e instrutora Briza Rocha, uma equipe qualificada e treinada reduz o risco de mortalidade e morbidade no transporte de bebês criticamente doentes. “É imprescindível que a equipe multiprofissional esteja capacitada e trabalhando em conjunto para que o transporte do recém-nascido tenha sucesso”, explicou.
Briza também destacou a localização da maternidade próxima a outros municípios e informou que a unidade frequentemente recebe recém-nascidos oriundos de locais como Iranduba e Manacapuru. “Além disso, também transportamos recém-nascidos da nossa maternidade para realizarem exames mais especializados em outras unidades e transferimos bebês cardiopatas e bebês com problemas cirúrgicos para outros hospitais quaternários, que realizam esse tipo de procedimento. Por essa razão, o conhecimento aprofundado sobre todas as etapas do transporte é essencial”, afirmou.
Objetivos do curso
De acordo com a organização, o treinamento visou reconhecer as principais indicações do transporte neonatal; conhecer a infraestrutura mínima necessária para o transporte seguro entre instituições e entre unidades do mesmo hospital; realizar a estabilização clínica antes do início do deslocamento; efetuar o transporte de recém-nascidos criticamente doentes; habilitar profissionais na prevenção, reconhecimento e intervenções terapêuticas de intercorrências durante o deslocamento; e promover a chegada do recém-nascido clinicamente estável à unidade de destino.
A enfermeira obstetra e diretora da MMT, Núbia Pereira da Cruz, lembrou que, no Brasil, a mortalidade neonatal — em especial na primeira semana de vida — ainda responde por cerca de 60% a 70% da mortalidade infantil. “O cuidado adequado ao recém-nascido é essencial para reduzir esses índices, por isso, estamos constantemente capacitando nossa equipe para conseguirmos reduzir qualquer possibilidade de mortalidade neonatal por causas evitáveis”, afirmou.
Núbia reforçou que a garantia de acesso ao transporte neonatal adequado e oportuno é determinante para a sobrevivência do recém-nascido nas melhores condições possíveis. “Nosso compromisso maior é com a redução da mortalidade infantil e na construção de um sistema de saúde mais forte, mais capacitado e mais humano”, completou a diretora.
(Fotos e registro das atividades foram divulgados pela Semsa; imagem registrada durante a aula teórica.)
Texto – Marcella Normando/Semsa
Fotos – Divulgação/Semsa
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