Semsa inicia em fevereiro monitoramento com ovitrampas para mapear locais com maior presença do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de saúde (Semsa), vai implantar ovitrampas a partir de fevereiro em ações de monitoramento e controle do Aedes aegypti na cidade, com apoio da FIOCRUZ e do Ministério da saúde. A estratégia chega após redução de 52,7% nos casos de dengue em 2025 em comparação com 2024.
Nova tecnologia e implantação
A titular da Semsa, Shádia Fraxe, informou que a instalação das ovitrampas começará em fevereiro e que a iniciativa visa aprimorar o mapeamento das áreas com maior presença do mosquito. Conforme a Semsa, as armadilhas serão colocadas em imóveis selecionados nas quatro zonas urbanas de Manaus.
Funcionamento das ovitrampas
O chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa, Alciles Comape, detalhou que as ovitrampas são recipientes de plástico com palhetas de madeira que atraem fêmeas do Aedes aegypti para a postura dos ovos. Após alguns dias da instalação, os agentes de saúde retiram as palhetas para verificação do número de ovos.
De acordo com Alciles, as palhetas devem ser recolhidas em um prazo de cinco a seis dias, antes do nascimento das larvas, para evitar que a ovitrampa se torne criadouro. As palhetas são encaminhadas ao laboratório para contagem e o registro é feito no aplicativo Conta Ovos, disponibilizado com o apoio do Ministério da saúde e da FIOCRUZ.
Planejamento e cobertura
O plano da Semsa prevê a instalação de 240 ovitrampas em cada uma das quatro zonas urbanas (Norte, Sul, Leste e Oeste), em bairros ou localidades selecionadas, incluindo os 18 bairros em alta vulnerabilidade identificados no 4º levantamento do LIRAa, realizado em novembro de 2025.
Para 2026, a previsão é manter as ovitrampas em campo por no mínimo 26 semanas, equivalente a 50% das semanas epidemiológicas do ano, como recomendado pelo Ministério da saúde. Cada ovitrampa ficará em imóvel situado na área central entre nove quarteirões; o local de instalação poderá ser alterado conforme a necessidade indicada pelos serviços de vigilância epidemiológica e ambiental.
A instalação será externa aos imóveis, em altura preferencial de até 80 centímetros, ou no máximo de 120 centímetros, ao abrigo da chuva e da luz do sol, fora do alcance de crianças e animais domésticos, e sem movimentação até o dia da coleta.
Casos e indicadores
No ano passado, Manaus registrou 1.237 casos confirmados de dengue, contra 2.615 em 2024, redução de 52,7%. A Semsa também registrou, em 2025, 10 casos confirmados de zika e 79 de chikungunya.
O último LIRAa de 2025 manteve o indicador de médio risco para doenças transmitidas pelo Aedes, com infestação predial de 1,8% — o intervalo de médio risco vai de 1,0 a 3,9. O levantamento indicou seis bairros com alto risco de infestação predial: Tarumã, Da Paz, Alvorada, Lírio do Vale, Nova Esperança e Santo Agostinho.
A partir dos indicadores e das notificações de dengue, zika e chikungunya, a Semsa elaborou um Mapa de Vulnerabilidade com 18 bairros em alta vulnerabilidade: Tarumã-Açu, Tarumã, Cidade Nova, Parque 10 de Novembro, Flores, Aleixo, Jorge Teixeira, Gilberto Mestrinho, Zumbi, São José Operário, Compensa, Centro, Santa Etelvina, Colônia Terra Nova, Alvorada, Nova Esperança, Santo Antônio e Petrópolis.
Orientações e próximos passos
A Semsa pede apoio da população para que as ações de monitoramento sejam efetivas. Segundo a secretaria, os dados das ovitrampas vão gerar mapas de calor que indicam bairros com maior risco e permitem ações de controle mais rápidas e direcionadas.
A prefeitura também pretende realizar um LIRAa em novembro de 2026 para identificar os bairros vulneráveis que servirão como referência para novas instalações de ovitrampas em 2027.
Texto – Eurivânia Galúcio/Semsa
Fotos – Divulgação/Semsa
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