Dados do Centro Integrado de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa mostram aumento de registros e de atendimentos em 2025.
Mais de 5,8 mil ocorrências de violação de direitos da pessoa idosa foram registradas entre janeiro e dezembro de 2025 no estado do Amazonas, conforme dados do Centro Integrado De Proteção E Defesa Da Pessoa Idosa (Cipdi), ligado à Secretaria de Estado de justiça, direitos humanos e Cidadania (SEJUSC). O número representa um aumento de 38% em relação a 2024 e reflete, segundo a secretária Jussara Pedrosa, a ampliação do acesso aos canais de denúncia e ao fortalecimento da REDE de proteção.
“Nós intensificamos bastante os canais de comunicação, os canais de denúncia e também descentralizar os equipamentos. Isso reflete o número maior de casos de violências sendo denunciados, um indicativo de que mais idosos estão rompendo com esse ciclo de violência e tendo seus direitos assegurados”, afirmou a secretária.
Tipos de violações e distribuição dos casos
Os registros apontam que as maiores ocorrências foram de negligência, com 1.764 casos. Em seguida aparecem vulnerabilidade e risco social com 1.433 ocorrências, violência psicológica com 786, violência financeira com 683 e intimidação e perturbação com 634. Outros registros incluem violência física (219), autonegligência (171) e abandono (161).
As demais violações registradas podem envolver violência patrimonial, maus tratos, violência sexual, retenção de documentos, crime cibernético, ameaça, violência doméstica e agressão verbal.
Perfil das denúncias e atuação do Cipdi
A coordenadora do Cipdi, Márcia Magalhães, informou que a maioria das denúncias é feita por familiares e que o maior número de pessoas idosas em situação de violência são mulheres entre 60 e 69 anos. Segundo ela, os dados representam não apenas um aumento da violência, mas também o efeito de ações preventivas e educativas que incentivam a denúncia.
Dentro das unidades do Cipdi, o atendimento é feito por equipe multiprofissional composta por psicólogos, assistentes sociais e advogado. Os serviços incluem orientação, registro de denúncias, encaminhamentos para a REDE de proteção, visita domiciliar, elaboração de relatórios, mediação de conflitos e orientação jurídica. Somado aos demais serviços, o Cipdi ultrapassou a marca de 10 mil atendimentos durante 2025.
Unidades e canais de denúncia
A SEJUSC mantém três unidades do Cipdi com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h: uma na zona centro-sul, na Rua do Comércio, ao lado da delegacia Especializada em Crimes Contra o Idoso (DECCI); e outras duas nas zonas leste e norte, nas dependências dos pronto atendimento ao Cidadão (PAC) nos shoppings São José e Via Norte, respectivamente.
Casos de violências também podem ser denunciados ao Disque 100 e aos números 180 e 190, disponíveis 24 horas por dia.
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