IIACM registrou 99% de eficácia em laudos de papiloscopia em 2025, apoiando investigações policiais e ações sociais.
O Instituto de Identificação Aderson Conceição de Mello (IIACM), vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), alcançou em 2025 99% de eficácia na elaboração de laudos periciais de identificação papiloscópica. O resultado decorre do trabalho técnico dos peritos criminais da área de Papiloscopia, que atuam na identificação civil, identificação criminal e na necropapiloscopia, e reforça as investigações conduzidas pela polícia Civil do Amazonas (PC-AM).
Resultados e atuação técnica
O índice de 99% na preparação e elaboração dos laudos periciais foi apresentado pela direção do IIACM como reflexo do trabalho especializado da equipe de Papiloscopia. Segundo o diretor Mahatma Porto, os exames contemplam casos de necropapiloscopia, identificação criminal, identificação civil, dúvidas quanto à identidade, fraudes e uso de identidade falsa.
“Em 2025, alcançamos 99% de eficácia na preparação e elaboração dos laudos periciais, contemplando casos de necropapiloscopia, identificação criminal, identificação civil, dúvidas quanto à identidade, fraudes e uso de identidade falsa. Em todos esses cenários, o Instituto auxilia as investigações policiais, oferecendo subsídios técnicos para que a autoridade policial possa tomar decisões com maior segurança”, afirmou o diretor.
Aplicações e frentes de atuação
A Papiloscopia é aplicada em múltiplas frentes, desde a investigação penal até ações de caráter humanitário. No campo da perícia forense, a técnica é usada para identificar pessoas presas que apresentam identidades falsas, cadáveres sem documentação e indivíduos envolvidos em inquéritos policiais com inconsistências na identidade.
Atuação além da esfera criminal
Além das atividades relacionadas a investigações, o IIACM realiza atendimentos em hospitais e abrigos. Conforme Mahatma Porto, a instituição é acionada em situações com pacientes em coma ou pessoas com dificuldades de comunicação que dão entrada em unidades de saúde sem documentos.
“A instituição de saúde nos aciona, a equipe se desloca até o local, realiza a coleta fotográfica e das impressões digitais. Esse material é encaminhado ao Instituto e submetido à busca biométrica. Uma vez identificada a pessoa, é realizada a verificação de registros, como boletins de ocorrência, muitas vezes feitos por familiares que desconhecem o paradeiro do paciente. A partir desse cruzamento de informações, conseguimos localizar os familiares e restabelecer esse vínculo”, explicou o diretor do IIACM.
As ações do Instituto, segundo a direção, fornecem elementos técnicos para a tomada de decisões pela autoridade policial e permitem também o restabelecimento de vínculos familiares quando a identificação é confirmada.
Foto: Fábio Alves/SSP-AM
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