Redução ocorre após ampliação da atuação em campo, monitoramento diário e apoio de fundos internacionais.
Em 2025, o Amazonas registrou 4.545 focos de calor de janeiro a dezembro, o menor número anual desde o início da série histórica do sistema de monitoramento do Inpe. Os dados são acompanhados diariamente pela SEMA e pelo Ipaam para coordenar ações de prevenção e combate em campo.
Dados e comparação histórica
O total anual de 4.545 focos representa uma queda de 82,18% em relação a 2024, quando foram contabilizados 25.499 focos. Pela primeira vez desde 2002 o estado ficou abaixo de 5 mil registros, marcando a maior redução anual da série histórica do sistema de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
Com o resultado, o Amazonas passou a ocupar a 5ª posição no ranking de focos de calor entre os estados da Amazônia Legal, respondendo por 6% do total registrado na região.
Distribuição dos focos
Do total de ocorrências em 2025, 704 focos (15,49%) foram identificados em áreas de gestão direta do Estado, 2.788 focos (61,34%) ocorreram em áreas federais e 1.053 focos (23,17%) foram em vazios cartográficos.
Ações, estrutura e apoio financeiro
Segundo o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a redução é resultado da combinação entre fatores climáticos e investimento em estrutura, tecnologia e integração entre órgãos estaduais. Ele citou o apoio de recursos do Fundo Amazônia e de parceiros internacionais, como o KfW, como decisivos para fortalecer a capacidade operacional do Estado.
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, ressaltou que o acompanhamento diário dos dados do Inpe, aliado à análise das áreas mais suscetíveis, permitiu direcionar ações de fiscalização preventiva, reduzir ocorrências e evitar a formação de novos focos em regiões sensíveis.
Ampliação da presença do Corpo de Bombeiros
Em 2025 o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) dobrou o número de municípios com presença da corporação, passando de 11 para 22 cidades. Os novos municípios receberam uma viatura Auto Bomba Tanque (ABT) com capacidade para 10 mil litros de água, equipamentos e militares, por meio da implantação dos Grupamentos Integrados de Combate a Incêndio e Proteção Civil (GCIP), em parceria com as prefeituras municipais.
O comandante-geral do CBMAM, Coronel Orleilso Muniz, afirmou que a presença da corporação com estruturas e pessoal em coordenação com as prefeituras aumentou o poder de resposta do poder público e resultou na redução dos números.
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