Como parte do processo de implementação do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) no município de Manaus, profissionais da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de saúde (Semsa), finalizaram na sexta-feira, 10/4, visita técnica ao Serviço de Verificação de Óbitos Dr. Rocha furtado, na cidade de Fortaleza (CE), em uma programação iniciada na quarta-feira, 8/4.
A diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da saúde do trabalhador (Dvae/Semsa), enfermeira Marinélia Ferreira, que integra a equipe na visita técnica, explica que a viagem foi uma oportunidade para conhecer a estrutura física, o processo de trabalho e os equipamentos utilizados no serviço, coordenado pelo governo do estado do Ceará.
“O SVO Dr. Rocha furtado existe há 20 anos, o que significa que seus profissionais têm expertise nessa área, com conhecimento técnico e experiência que podem ser compartilhados com outros municípios e estados. O objetivo da equipe de Manaus na visita técnica é obter informações que vão ajudar a REDE de saúde a seguir com o processo de criação do SVO em Manaus, da forma mais eficiente possível”, destacou Marinélia Ferreira.
Vigilância
O SVO é um serviço que integra a REDE de Vigilância do Óbito, do Ministério da saúde. A REDE atua para definir rapidamente a causa mortis de óbitos relacionados a doenças transmissíveis, especialmente aqueles sob investigação epidemiológica, para implementação de medidas oportunas de vigilância e controle de doenças.
No ano passado, a Semsa e a Secretaria de Estado da saúde (SES/AM), por meio de portaria, instituíram um Grupo de trabalho para a avaliação e atualização da estratégia de implantação do SVO no estado do Amazonas, com Manaus sendo o polo estratégico por conta da maior concentração de infraestrutura, recursos humanos e insumos necessários para viabilizar o serviço.
De acordo com Marinélia Ferreira, na região Norte há apenas SVO no estado do Pará e a intenção é que haja a implantação do SVO em Manaus até 2028, e o serviço passará a ser responsável por determinar a causa de óbitos por causa natural, sem suspeita de causas externas e em que não há diagnóstico de forma clara.
“Para a vigilância epidemiológica, o SVO é importante por permitir identificar possíveis riscos à saúde da população em situações de emergência. Se identificar precocemente a causa de óbito por uma doença transmissível, comuns ou não comuns em um determinado local, é possível implementar medidas em tempo oportuno e controlar a disseminação de agravos”, ressaltou Marinélia Ferreira.
A diretora destaca que, com o SVO em Manaus, haverá maior possibilidade de se realizar a necropsia em óbitos por causa natural, sendo que o Instituto Médico Legal (IML) realiza o procedimento nos casos em que há óbitos por causas não naturais, como nos casos de mortes causadas por violência. “O SVO vai preencher uma lacuna na definição de causa de óbitos por causa natural, realizando a necropsia”, informa Marinélia Ferreira.
Além da diretora do Dvae, a equipe técnica foi composta pelo médico patologista da Divisão do Centro de Emissão de Declaração de Óbitos (Divcedo), Tigran Francis Melo, e pelo engenheiro Vicente Machado Monte Jr., servidor da diretoria de Administração e infraestrutura (DAI/Semsa), e de duas técnicas da Fundação de Vigilância em saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Evelyn César Campelo e Yeda Yukari Nagaoka.
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Texto – Eurivânia Galúcio / Semsa
Fotos – Divulgação / Semsa


