Estados / Polícia · 2 de agosto de 2023

Encontro busca gerar contribuições da comunidade científica do continente americano para Cúpula dos Países Amazônicos 

 Evento discute e mobiliza a comunidade científica das Américas para apoiar o desenvolvimento sustentável para a região amazônica 

FOTO: Érico Xavier/Fapeam

Começou, nesta quarta-feira (02/08), o encontro “Science  By and  For the Amazon”, promovido pela REDE Interamaricana de Academias de ciências (Ianas) e pela Academia Brasileira de ciências (ABC). A diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Márcia Perales Mendes Silva, representou o Governador do Amazonas no evento, que tem como objetivo gerar contribuições da comunidade científica do continente americano para a Cúpula dos Países Amazônicos.  

O evento, que ocorre até esta quinta-feira (03/08) no auditório do Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), reúne as Academias de ciências da região e atores regionais relevantes para discutir como mobilizar a comunidade científica das Américas para apoiar o desenvolvimento de soluções sustentáveis para a região amazônica.  

“Hoje, temos uma política pública de estado com investimentos crescentes de gestão competente e avaliação permanente, que estão presentes no esforço conjunto, por meio da Fapeam, com recursos do tesouro estadual, mas sobretudo na parceria com instituições do estado”, declarou.  

A diretora-presidente da Fapeam enfatizou ainda que a região amazônica atrai os olhares do mundo, e reforçou que as comunidades que vivem na região têm muito a contribuir e sinalizar para possíveis caminhos que se PODE percorrer ao conhecimento científico, valorizando o tradicional.  

networking e uma REDE entre todos os países amazônicos nada vai acontecer e que acredita na colaboração via ciência. 

“Temos muitos dados sobre a Amazônia, mas ainda não sabemos tudo. Precisamos trazer equidade dos fatos para os povos que habitam essas regiões. Acreditamos que via ciência, a colaboração entre os países da Amazônia e os demais países da América a gente PODE conseguir ter um impacto na conservação e no uso correto da biodiversidade, e com isso ter um impacto nas mudanças climáticas”, disse Nader. 

Para o vice-presidente da ABC para a Região Norte, o pesquisador do INPA, Adalberto Val, o desenvolvimento sustentável precisa ser entendido como processo que conservem o meio ambiente, mas que viabilizem a inclusão social e a geração de renda na região, além de que a ciência e tecnologia tornam-se ferramentas essenciais para esse processo.  

“Precisamos entender que a Amazônia não é um vazio demográfico. Temos gente e instituições que produzem ciência e é preciso socializar isso”, acrescentou.    

Sobre Academias Américas

 As Academias de ciências das Américas têm uma capacidade privilegiada de mobilizar a comunidade científica da região e oferecer aos formuladores de políticas públicas (nos níveis local, regional e global) aconselhamento baseado em evidências científicas em temas relacionados à Amazônia e sua interconexão com tópicos relacionados às mudanças ambientais globais e os impactos destas na segurança alimentar e hídrica, saúde, perda de biodiversidade, desastres naturais, entre outros assuntos críticos.