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Governo do Amazonas

Dia da Consciência Negra: Escolas Estaduais combatem o racismo estrutural por meio de palestras e atividades culturais

4 meses atrás
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7 Min Lidos

Culinária, cultura e religiosidade foram retratados de modo interdisciplinar durante toda a semana

FOTOS: Hitalo Kleto | Euzivaldo Queiroz / Secretaria de Estado de educação e Desporto Escolar | Divulgação

No Dia da Consciência Negra, celebrado neste 20 de novembro, a Secretaria de Estado de educação e Desporto Escolar destaca o compromisso das escolas Estaduais com uma educação antirracista, que trabalha a reflexão acerca da influência do povo negro na cultura de todo o Brasil.

Diversas unidades de ensino realizaram, durante a semana que antecede o dia 20 de novembro, atividades de imersão na construção da identidade do país, que está intrinsecamente ligada à história da população afrodescendente, que contribuiu com a cultura, culinária, religiosidade e modo de viver de todos os brasileiros.

No Centro de educação de Tempo Integral (Ceti) Elisa Bessa Freire, localizado no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus, foi realizada, nos dias 17 e 18 de novembro, a “4ª Mostra Cultural afro-brasileira: Ipenija ti Orishas o Desafio dos Deuses”, que buscou representar, por meio de peças teatrais, os orixás Iemanjá, Iansã, Xangô, Oxóssi, Oxum e Ogum, divindades de religiões de matriz africana, como Candomblé e Umbanda. Além disso, as turmas participaram de uma gincana, onde foram desafiados a resolver desafios e questões relacionadas à temática.

De acordo com a professora Dorotéia Duarte, que leciona a disciplina de história e coordenou a atividade, os estudantes trabalham questões relacionadas à negritude desde o ano de 2024. A educadora ressaltou que a Mostra Cultural veio como uma forma lúdica e divertida de combater o preconceito, criar memórias afetivas, florescer o senso de Cidadania e o respeito à diversidade cultural e religiosa do Amazonas.

“Existem muitos preconceitos, racismo, voltados para essa temática, então esse ano nós decidimos abordar o tema por considerar importante e urgente trabalhar a quebra desses estereótipos”, completou a professora.

Combate ao racismo

FOTOS: Hitalo Kleto | Euzivaldo Queiroz / Secretaria de Estado de educação e Desporto Escolar | Divulgação

Na escola Estadual (EE) Maria Amélia do Espírito Santos, localizada no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus, os estudantes do ensino médio passaram por uma semana de imersão na cultura afro durante a realização do 1º Seminário Transdisciplinar Consciência Negra, com atividades diversas entre os dias 17 e 19 de novembro. A programação da semana envolveu apresentações relacionadas à cultura afro no Brasil, indo desde a culinária à manifestações religiosas, além de aulas sobre educação antirracista.

A unidade de ensino recebeu especialistas em questões raciais que abordaram temas como: A educação como ferramenta antirracista; A força, potência e as belezas da ancestralidade; O racismo como produto da desigualdade social; e a construção de uma sociedade antirracista. Para a diretora da escola, Elisângela Guedes, a atividade contribuiu para que os alunos pudessem ter mais consciência e sensibilidade em relação ao racismo estrutural.

“No primeiro momento nós tivemos apresentações dos alunos nas salas de aula, eles pesquisaram durante quinze dias e trabalharam a história da cultura, da culinária, da religiosidade. No segundo dia tivemos a feira, onde os alunos puderam apresentar de forma viva todo oconhecimento que adquiriram na teoria, e finalizamos com a parte cultural, com toda a gama de conhecimento que os negros trouxeram pro Brasil”, informou.

Como encerramento, os estudantes realizaram o desfile da beleza negra, além da apresentação de performances musicais de axé, samba de roda, capoeira e toadas de boi-bumbá que retratam a história do povo negro no Brasil e na Amazônia. A aluna Jamilly Souza, 18, da 3ª série do ensino médio, destacou a importância da data para relembrar a todos sobre a importância da luta antirracista.

“Nós sabemos que é uma causa que não deve ser comemorada só no mês de novembro, mas nós decidimos frisar a importância de combater o racismo, seja ele religioso, cultural, estrutural ou de raça, então nesse evento maior nós resolvemos abraçar todas as vertentes do Dia da Consciência Negra, especialmente o combate ao racismo”, ressaltou a estudante.

A história como herança

FOTO: Hitalo Kleto | Euzivaldo Queiroz / Secretaria de Estado de educação e Desporto Escolar | Divulgação

No CEJA professor Paulo Freire, localizado no centro de Manaus, os estudantes dos turnos matutino, vespertino e noturno da educação de jovens e adultos (EJA), trabalharam a questão do combate ao racismo durante toda a semana, realizando uma culminância no dia 19 de novembro.

Com um aprendizado voltado à herança histórica dos quilombolas, africanos e afrodescendentes, os alunos ornamentaram a escola com cartazes, recortes e desenhos de figuras importantes no combate ao racismo do Amazonas e do Brasil.

A culminância da atividade também contou com apresentações sobre essas figuras históricas, confecção de máscaras e apresentação de seus significados, além de uma apresentação cultural de maracatu e dos alunos no pátio da escola.

Uma das estudantes presentes foi a aluna da turma 8, Flaviana Silva. Com a oportunidade de poder continuar seus estudos no CEJA Paulo Freire, a aluna contou que para além do aprendizado da sala de aula ela PODE aprender vivências de figuras tão importantes, o que foi enriquecedor para ela.

“Eu estou muito feliz e gratificada por esse trabalho. É meu último ano aqui na escola então que o trabalho deles seja lindo ano que vem e que venham alunos que estejam empenhados em ajudar os professores e trabalhar bem que é algo que eu amo. Eu fico muito emocionada porque eu tinha esquecido que escola era isso”, contou a aluna.

Tags:Amazonas
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