Boletim da FVS-RCP registra casos de rabdomiólise associados ao consumo de pacu e reforça ações de vigilância.
A Fundação de Vigilância em saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulgou, nesta quinta-feira (29/01), o Boletim Epidemiológico com o panorama da rabdomiólise por Doença de Haff no estado em 2025. Foram notificadas nove ocorrências em três municípios, das quais três foram classificadas como compatíveis com a Doença de Haff.
Casos e características
Os três casos compatíveis ocorreram no município de Itacoatiara, todos em moradores da zona urbana. Dois pacientes tiveram o evento em junho e um em dezembro. Dois dos afetados eram da mesma família. Em todos os episódios compatíveis houve relato de consumo de pacu, preparado principalmente frito ou assado e ingerido em ambiente domiciliar.
Os sintomas relatados foram fraqueza muscular, dores intensas nos músculos e urina escura. exames laboratoriais apontaram níveis elevados da creatinofosfoquinase (CPK), com valor médio de 6.400 µ/L. Segundo a investigação, os sinais iniciaram, em geral, cerca de nove horas após o consumo do pescado.
Investigação e atuação das vigilâncias
De acordo com a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em saúde do Amazonas (Cievs-AM), Roberta Danielli, todas as notificações passaram por investigação criteriosa em parceria com as vigilâncias municipais. Ela explicou que os relatos sobre consumo de pacu foram consistentes entre os casos compatíveis.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, afirmou que o boletim evidencia a necessidade de vigilância contínua e de resposta oportuna aos agravos de interesse em saúde pública. “Mesmo com número reduzido de casos, a Doença de Haff exige atenção permanente, pois está associada ao consumo de pescado, um alimento amplamente consumido pela população amazonense”, declarou.
O detalhamento do Boletim Epidemiológico – Situação Epidemiológica da Rabdomiólise por Doença de Haff no Estado do Amazonas está disponível para consulta no site www.fvs.am.gov.br. A FVS-RCP reforça que mantém atuação articulada com os municípios, por meio do Cievs-AM, no monitoramento contínuo de casos suspeitos, na condução das investigações epidemiológicas e na orientação técnica aos serviços de saúde, com foco na detecção precoce e na adoção oportuna de medidas de prevenção e resposta.
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