Laboratório de Genética Forense da SSP-AM confirmou, neste mês de janeiro, quatro identificações por meio do banco estadual ligado ao sistema nacional.
O Laboratório de Genética Forense, vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), identificou, neste mês de janeiro, quatro corpos que haviam sido localizados nos anos de 2022, 2023 e 2024 e permaneceram sem identificação. As confirmações foram feitas por meio do Banco de Perfis Genéticos do Amazonas, que está integrado ao sistema nacional e possibilita cruzamentos automáticos com dados de todo o Brasil e países de fronteira.
Funcionamento do sistema e análise técnica
De acordo com a gerente do laboratório, perita Daniela Koshikene, as identificações resultam de trabalho técnico contínuo e especializado. “Esses quatro casos envolvem corpos localizados nos anos de 2022 a 2024, que permaneceram sem identificação até a inserção dos perfis genéticos no banco. Os familiares já haviam procurado o laboratório anteriormente e tiveram seus perfis coletados e armazenados e à medida que novos restos mortais não identificados são processados e inseridos no sistema, o banco realiza automaticamente esse cruzamento de vínculos”, explicou.
O banco estadual, além de reunir perfis do Amazonas, faz cruzamentos em nível nacional e consultas internacionais por meio da Interpol, o que amplia as chances de identificação, inclusive em casos antigos, desde que o material tenha sido coletado, analisado e armazenado corretamente.
Respostas e o fim de incertezas
Entre os casos confirmados está o do adolescente Luiz Omar Victor Cornelio, desaparecido desde 2023. A família foi localizada após a confirmação do vínculo genético.
A mãe de Luiz, Ione Cornelio, relatou que percorreu diversas unidades de saúde em busca de informações antes de procurar o laboratório. Segundo o relato, a decisão de realizar o exame foi difícil, mas necessária diante da falta de respostas. “Quando meu filho desapareceu, eu procurei em todos os lugares. Fui a hospitais, andei por muitos lugares perto de casa, tentando obter qualquer informação. Eu não queria acreditar no pior. Depois de um tempo, criei coragem e vim até o laboratório. Aqui fui muito bem atendida, com atenção e acolhimento, e fiz o exame para o banco de dados”, relatou Yone.
Ione realizou a coleta do material genético em 2024 e a identificação foi confirmada neste mês de janeiro. Ela afirmou: “Nunca desistam. Mesmo que a resposta não seja a que a gente espera, deixem o material guardado. Um dia PODE ser a única forma de encontrar quem a gente ama. Sou muito grata ao laboratório pela dedicação porque faz toda a diferença em um momento tão difícil”.
Além de Luiz Omar Victor Cornelio, a polícia Científica auxiliou na identificação de Eulisandro dos Santos Lima, desaparecido desde 2022, e de Maria Riete de Pinho Padilha e Marcos Alves de Souza, ambos desaparecidos desde 2024.
Como funciona o exame
A coleta do material genético é simples, rápida e feita apenas uma vez por familiar. O procedimento consiste na retirada de uma pequena amostra de sangue da ponta do dedo. Após a coleta, o material é analisado em laboratório e o perfil genético é inserido no banco.
“É muito importante que todos saibam que o exame genético para identificação de pessoas desaparecidas é totalmente gratuito e está disponível à população. Qualquer familiar que tenha uma pessoa desaparecida há cerca de 30 dias PODE procurar o laboratório. A coleta é realizada e as buscas ocorrem tanto no banco do Amazonas quanto em nível nacional, além de consultas internacionais por meio da Interpol”, explicou Daniela Koshikene.
Assuntos nesse artigo:
#bancodeperfisgeneticos, #laboratoriogeneticaforense, #sspam, #identificacao, #desaparecidos, #amazonas, #luizomarvictorcornelio, #ionecornelio, #yone, #eulisandrodossantoslima, #mariarietedepinhopadilha, #marcosalvesdesouza, #policiacientifica, #perfisgeneticos, #coleta, #examegenetico, #interpol, #restosmortais, #2022, #2024


