SES-AM e FVS-RCP chamam atenção para fatores de risco evitáveis e crescimento da mortalidade por câncer no Estado.
A Secretaria de Estado de saúde (SES-AM) e a Fundação de Vigilância em saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) alertam, nesta quarta-feira (04/02), no Dia Mundial do Câncer, sobre a importância da conscientização, da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso oportuno ao tratamento. Segundo análise da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis (GVDANT) da Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, com base no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o Amazonas registrou 20.948 mortes por câncer entre 2021 e 2025.
Dados de mortalidade
A idade média dos óbitos foi de 62 anos, e 61% dos óbitos ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais. A mortalidade foi semelhante entre homens e mulheres, com leve predominância feminina (50,9%). No período, as taxas de mortalidade por câncer passaram de 9,15 em 2021 para 15,62 em 2025, o que representa um aumento de 70,71%.
Fatores de risco e prevenção
A FVS-RCP aponta entre os principais fatores de risco que podem ser evitáveis o tabagismo, o consumo de álcool, o excesso de peso, a alimentação inadequada, a inatividade física, a poluição atmosférica e infecções oncogênicas, como o papilomavírus humano (HPV) e as hepatites virais. A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que fatores de risco ligados ao estilo de vida, como falta de atividade física, alimentação inadequada, excesso de peso, consumo de álcool e tabaco, além de sono insuficiente, influenciam diretamente o desenvolvimento de doenças crônicas.
“Esses mesmos fatores estão associados a problemas como hipertensão, diabetes e outras doenças metabólicas, o que mostra que as ações de prevenção são integradas e se reforçam mutuamente”, esclarece Tatyana Amorim.
Para a gerente da GVDANT, Anny Antony, fortalecer ações de promoção da saúde, ampliar a conscientização da população, estimular hábitos mais saudáveis ao longo do curso de vida e promover o rastreamento e o cuidado oportuno no SUS são medidas fundamentais. “Pequenas escolhas feitas no cotidiano, como se movimentar mais, cuidar da alimentação, dormir melhor e buscar os serviços de saúde no tempo certo, fazem diferença real na redução do câncer e de outras doenças crônicas. Informação salva vidas, e a prevenção começa antes do adoecimento”, destaca.
Pesquisa e vigilância
No Brasil, o monitoramento dos fatores de risco é feito pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da saúde. Em 2024 foram realizadas 27.048 entrevistas nas capitais, mostrando alta exposição a fatores associados ao risco de câncer: excesso de peso em 62,6% dos adultos e obesidade em 25,7%.
O inquérito também apontou baixa prática de atividade física no lazer (42,3%) e manutenção de comportamentos como consumo de álcool, alimentação de baixa qualidade nutricional e sedentarismo. Outro alerta foi o sono insuficiente, observado em até um em cada quatro adultos. Na Região Norte, cerca de 7.000 pessoas participaram do levantamento, com aproximadamente 1.000 entrevistas em Manaus, e perfil semelhante ao nacional, com destaque para excesso de peso entre mulheres, sedentarismo, maior tempo de exposição a telas e descanso insuficiente.
Esse cenário contribui para maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de doenças crônicas e se reflete na mortalidade, concentrada principalmente em cinco tipos de câncer: estômago, pulmão, colo do útero, mama e próstata, que juntos respondem por 43% das mortes por neoplasias no Amazonas.
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