Parceria prevê estudo técnico gratuito do BID para estruturar a gestão de resíduos sólidos no Amazonas.
A Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), órgão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) acordaram uma cooperação técnica para estruturar um programa de gestão de resíduos sólidos no Amazonas. O alinhamento foi definido durante agenda híbrida realizada na sede da UGPE, Centro, zona sul de Manaus, e prevê que o BID realize um estudo técnico para levantar informações e apontar soluções, sem custos para o Governo do Estado.
Parceria e projetos anteriores
O BID já atua como parceiro do Governo do Estado em projetos estruturantes, como o programa social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+) e o Programa de saneamento Integrado de Parintins (Prosai Parintins). Esses programas abrangem obras de saneamento básico, habitação, urbanização, mobilidade urbana e reflorestamento.
Objetivo do estudo técnico
Segundo a secretária da Sedurb, Daniella Jaime, a iniciativa deve contribuir para o avanço do saneamento básico e para a qualidade de vida da população. “O estudo vai permitir um diagnóstico mais preciso e indicar caminhos para melhorar a gestão de resíduos sólidos no estado. Os resultados devem subsidiar, futuramente, uma possível operação de crédito para implantação de melhorias na área”, afirmou Daniella Jaime.
Desafios e proposta regionalizada
No Amazonas, a ação considera desafios como a baixa densidade populacional, a dispersão territorial, a dependência do transporte fluvial e a destinação inadequada de resíduos em parte dos municípios. A proposta é desenvolver um modelo regionalizado de gestão que contemple soluções técnicas, logísticas, ambientais e financeiras, incluindo alternativas como transporte fluvial, estações de transferência e tratamento compartilhado.
Alinhamento com economia circular e redução de emissões
A cooperação técnica integra uma iniciativa do BID voltada a acelerar a preparação de projetos de manejo de lixo alinhados com a economia circular, para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, em particular o metano. O estudo deve apontar medidas e alternativas técnicas adequadas à realidade regional.
Papel técnico e próximo passos
A coordenadora executiva da UGPE, Viviane Dutra, afirmou: “Esse estudo será fundamental para orientar o planejamento de soluções adequadas à realidade do Amazonas, considerando desafios logísticos e ambientais, promovendo a estruturação de projetos mais eficientes e sustentáveis para o estado”. O levantamento ficará a cargo do BID e deverá subsidiar ações futuras do governo estadual.
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