Os peritos realizam a análise em celulares, notebooks, computadores e pendrives

Foto: Victor Levy/SSP-AM
A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), por meio do Departamento de polícia Técnico-Científica (DPTC), tem fortalecido as investigações criminais com o uso da Informática Forense, uma ferramenta decisiva para revelar provas ocultas e recuperar dados que criminosos tentam apagar. Com análises técnicas minuciosas em dispositivos eletrônicos, com o uso de softwares avançados, a perícia transforma vestígios digitais em evidências concretas, essenciais para a elucidação de crimes e a responsabilização dos envolvidos.
As análises minuciosas são realizadas por peritos especialistas do Instituto de Criminalística Lorena dos Santos Baptista (IC-LSB). O órgão conta com o Setor de Informática Forense (SIF), que trabalha não apenas para o esclarecimento de crimes, mas também para auxiliar decisões judiciais, com base nas evidências extraídas de celulares, computadores e outros dispositivos vinculados aos investigados.
A perita do SIF e mestre em informática Vivian Lane explica que todo o processo de extração exige rigor técnico e conhecimento especializado, uma vez que qualquer falha PODE comprometer as evidências. Por isso, todo o trabalho segue protocolos específicos que asseguram a cadeia de custódia e a confiabilidade das informações coletadas.

Foto: Victor Levy/SSP-AM
“Nós procuramos manter a evidência sempre com o mínimo de interação possível com o equipamento. A gente faz a preservação seguindo todos os critérios da cadeia de custódia”, explica a perita.
Informática forense
Um dos equipamentos tecnológicos que os peritos do SIF utilizam é o “Inseyets Cellebrite”, ferramenta utilizada para a extração e análise de dados digitais. Ela permite acessar conteúdos mesmo em dispositivos protegidos. A perita Vivian Lane explica como o dispositivo funciona.
“Um ponto interessante é que o equipamento forense faz uma cópia integral do material, então isso inclui os arquivos apagados. Uma das atividades da perícia é estabelecer quando aquele software foi utilizado, quem utilizou, o que fez e passou para qual aplicativo e, fazendo a análise dos arquivos a gente PODE estabelecer uma linha do tempo que é fundamental para as investigações”, ressalta Vivian.
Reversão de versões
O perito criminal Erley Soares, especialista em Perícia Criminal e Segurança Pública, que também atua na Informática Forense, ressalta que a atuação da Informática Forense foi determinante para o esclarecimento de casos complexos, inclusive com a reversão de versões inicialmente apresentadas durante a investigação policial.
“Temos um caso de pedofilia em que mãe veio como vítima e saiu como acusada, pois por meio de provas no aparelho celular foi comprovado que ela era conivente com o crime”, relatou o perito.


Outro caso recente mencionado pelos peritos envolveu questionamentos acerca do funcionamento de um sistema hospitalar. A perícia digital consistiu na análise do sistema informatizado, mediante a verificação de registros de atividades e banco de dados, permitindo avaliar possíveis inconsistências e rastrear as ações realizadas pelos usuários.


