NOVO protocolo fortalece atuação multidisciplinar e garante mais agilidade e segurança no cuidado

Foto: Divulgação / SES-AM
O Hospital e pronto-socorro Dr. Aristóteles Platão Bezerra de Araújo, unidade da Secretaria de Estado de saúde do Amazonas (SES-AM), implantou o “Escritório de Alta” como estratégia para otimizar o fluxo de pacientes e reduzir o tempo de permanência hospitalar. A iniciativa tem como objetivo analisar, continuamente, os casos dos pacientes internados e identificar os principais gargalos que podem impedir a alta dentro do prazo previsto no plano terapêutico definido pela equipe multidisciplinar.
O NOVO protocolo complementa as sessões de rounds multidisciplinares, momento em que profissionais como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas avaliam, de forma conjunta, a evolução clínica dos pacientes. Com o “Escritório de Alta”, essa análise passa a ser aprofundada e acompanhada de forma sistemática até a efetivação da alta hospitalar.

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De acordo com a secretária de Estado de saúde, Nayara Maksoud, a iniciativa fortalece a organização do cuidado e contribui para uma assistência ainda mais eficiente. “O Escritório de Alta nos permite acompanhar de perto cada paciente, identificar pendências clínicas ou sociais e Agir de forma rápida para resolvê-las, garantindo que a alta aconteça no momento adequado e com segurança”, destaca.
A assistente social Monica Teixeira reforça que o NOVO fluxo também impacta diretamente na qualidade assistencial. “O Escritório de Alta fortalece a integração entre as equipes e garante maior previsibilidade no cuidado. Isso significa não apenas reduzir o tempo de internação, mas assegurar que o paciente tenha uma alta segura, bem planejada e com continuidade do cuidado na REDE de saúde”, afirma.
A enfermeira e coordenadora do Núcleo Interno de Regulação (NIR), Larissa Oliveira Soares, ressalta que, entre os principais objetivos do protocolo, estão a otimização do tempo de permanência hospitalar, a resolução de pendências clínicas e sociais, a efetivação dos planos terapêuticos e a garantia de um fluxo mais previsível de altas, contribuindo para a rotatividade de leitos e melhor atendimento à população.
Implantado inicialmente na enfermaria Clínica Médica II, em março, o “Escritório de Alta” já apresentou resultados considerados positivos. Em 30 dias, foi registrada uma taxa de conversão de altas superior a 70%.
Segundo o diretor do Hospital Platão Araújo, Juliano Botero, do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), o acompanhamento mais próximo tem permitido identificar com maior precisão os principais entraves para a liberação dos pacientes.

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“Com essa ferramenta, conseguimos mapear de forma mais precisa os motivos que impedem a alta, como a necessidade de diálise ou questões sociais, a exemplo de pacientes vindos do interior que ainda não têm condições de retorno imediato. Isso nos ajuda a atuar de maneira mais assertiva, integrada e eficiente”, explicou.
A análise dos casos revelou que fatores clínicos e sociais estão entre os principais desafios para a efetivação das altas dentro do prazo previsto, reforçando a importância de uma abordagem multidisciplinar e articulada com a REDE de atenção à saúde.
Juliano Botero adianta que a expectativa é ampliar gradativamente o protocolo para outras enfermarias da unidade, consolidando o “Escritório de Alta” como uma ferramenta estratégica para qualificar a assistência hospitalar e melhorar o acesso da população aos serviços de saúde.


