Implementação do teste de DNA-HPV busca ampliar a detecção precoce e reorganizar o rastreamento em unidades de atenção primária.
O município de Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus, recebeu nesta quarta-feira (25/03) a Oficina de Apoio à Implementação do NOVO Rastreamento Organizado do Câncer do Colo do Útero, promovida pela SES-AM e pelo Ministério da saúde, com apoio do município, para capacitar profissionais da atenção primária na implantação do teste DNA-HPV. Durante o encontro foi apresentado o teste de biologia molecular de DNA-HPV, que substituirá o Papanicolau na detecção do Papiloma Vírus Humano (HPV).
Como funciona e vantagens do método
O teste DNA-HPV é mais sensível e permite identificar o risco de desenvolvimento do câncer com até dez anos de antecedência, conforme o protocolo clínico. Com isso, o rastreamento se torna mais eficaz e possibilita um maior intervalo entre os exames, além de otimizar o acompanhamento das pacientes e a organização da REDE.
Metas e público-alvo
A Secretaria de Estado de saúde informou que, em parceria com o Ministério da saúde, a meta é implantar o NOVO Rastreamento Organizado em todo o estado até dezembro deste ano. A população alvo são mulheres de 25 a 60 anos, e a mudança busca ampliar o acesso à prevenção e contribuir para a redução da mortalidade por câncer do colo do útero.
Segundo a secretária de Estado de saúde, Nayara Maksoud, a medida integra estratégias para modernizar o rastreamento e ampliar a prevenção entre as mulheres amazonenses. Ela afirmou que investir em tecnologia e métodos mais avançados garante que cada mulher tenha a chance de cuidar da sua saúde de forma antecipada e segura, além de fortalecer a prevenção no Amazonas.
A assessora técnica da Secretaria de Atenção Especializada do Ministério da saúde, Susane Silva, destacou que a mudança reorganiza o cuidado com as mulheres na REDE de saúde, considerando as especificidades do Amazonas. De acordo com Susane, a alteração envolve não apenas tecnologia, mas também a forma de buscar as mulheres no território e identificar a infecção de forma mais precoce, o que impacta na redução da mortalidade.
capacitação e atividades locais
A programação da oficina incluiu apresentação do NOVO modelo de rastreamento, construção do fluxo local e orientações sobre a coleta, registro e acondicionamento das amostras. Como parte das atividades previstas, o município realizará na próxima terça-feira (31/03) o Dia D de coleta.
Para a enfermeira Thamires Silva, a capacitação representa um avanço na qualificação do atendimento. Segundo ela, o treinamento fortalece o trabalho das equipes e as prepara para oferecer um atendimento mais qualificado e seguro, além de ampliar as estratégias de prevenção e cuidado para as mulheres.
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