Semsa de Manaus promoveu em 19/3 treinamento para OSCs sobre uso do autoteste de HIV com objetivo de ampliar a testagem.
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de saúde (Semsa), realizou, em 19/3, no Complexo de saúde Oeste, bairro da Paz (zona Oeste), um treinamento sobre o uso do autoteste de HIV/Aids voltado a representantes de Organizações da Sociedade Civil (OSCs). O curso apresentou procedimentos de uso do teste e orientações para multiplicação de informações junto à população.
Objetivo do treinamento
De acordo com a chefe do Núcleo de Controle de HIV/Aids, Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e Hepatites Virais da Semsa, assistente social Thayná da Silva, a ação integra o planejamento para ampliar o acesso à testagem e ao diagnóstico precoce do HIV/Aids. Segundo Thayná, as OSCs terão papel de multiplicadoras das orientações.
“Desde o ano passado, já realizamos três treinamentos direcionados para as OSCs, destacando o uso do autoteste como uma estratégia que permite que populações vulneráveis ou com dificuldades de acesso à saúde realizem o diagnóstico de forma confidencial, autônoma, precoce e segura. A pessoa não precisa fazer o teste na unidade de saúde. Ela PODE levar para fazer em casa ou em locais que considere mais confortáveis”, afirmou Thayná da Silva.
Como funciona e recomendações
Conforme explicado no treinamento, com o autoteste a pessoa coleta a própria amostra, que PODE ser de fluido oral ou de sangue por punção digital, dependendo do tipo de teste. O resultado PODE ser interpretado em até 30 minutos. Em caso de resultado positivo, a orientação é procurar uma unidade de saúde para realizar testes complementares e confirmar o diagnóstico.
Thayná ressaltou que o autoteste tem como público-alvo pessoas em contexto de maior risco para a transmissão do HIV, como aquelas que não utilizam preservativos nas relações sexuais, com múltiplos parceiros e pares de usuários da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP). A dispensação ocorre em livre demanda e também em ações extramuros, conforme as necessidades locais, inclusive em ações de prevenção realizadas no período de Carnaval no sambódromo.
Oferta na REDE municipal e dados de distribuição
Na REDE municipal, o autoteste para HIV é dispensado em oito unidades de saúde que realizam o manejo clínico de pessoas vivendo com HIV/Aids e em quatro Serviços de Atenção Especializada (SAE) em HIV/Aids. No ano passado, foram distribuídos 7.467 autotestes.
A diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da saúde do trabalhador (Dvae/Semsa), enfermeira Marinélia Ferreira, informou que a Semsa mantém serviços de prevenção e controle do HIV/Aids. “O uso do preservativo é essencial na prevenção do HIV/Aids e outras ISTs, e são distribuídos gratuitamente em todas as unidades de saúde da REDE municipal”, disse Marinélia.
A Semsa também oferta Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) em 15 unidades de saúde e Profilaxia Pós-Exposição (PEP) em 11 unidades. Além disso, a REDE municipal conta com 200 unidades de saúde que oferecem o teste rápido para HIV, realizado a partir da coleta de sangue da ponta do dedo e com resultado em 30 minutos.
Segundo Marinélia Ferreira, a oferta do teste rápido fortalece a REDE de diagnóstico precoce e permite tratamento em tempo oportuno. “Mesmo não tendo cura ainda, a infecção pelo HIV tem tratamento, que é muito eficaz quando há o diagnóstico precoce, minimizando os riscos de complicações e morte por Aids. Com o tratamento adequado e o controle da carga viral no organismo, a pessoa também deixa de transmitir a doença”, afirmou.
Situação epidemiológica e transmissão
Em 2025, Manaus registrou 1.561 casos novos de HIV e 521 casos de Aids. Este ano, o município já registrou 117 casos de HIV e 17 de Aids.
O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) tem transmissão por relações sexuais sem uso de preservativo e PODE ser transmitido da gestante para o bebê na gestação, parto ou amamentação. O vírus ataca o sistema imunológico e, sem tratamento, PODE evoluir para a Aids. Também há risco de transmissão pelo compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas ou outros objetos perfurocortantes, e pela transfusão de sangue contaminado.
Texto – Eurivânia Galúcio / Semsa
Fotos – Divulgação / Semsa
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