Apresentação dos resultados parciais do Programa de Apoio à Iniciação Científica do Amazonas na sede da Semsa.
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de saúde (Semsa), apresentou nesta sexta-feira, 30/1, os resultados parciais dos projetos vinculados ao Programa de Apoio à Iniciação Científica do Amazonas (Paic). A solenidade ocorreu no auditório Deodato de Miranda Leão, na sede da secretaria, zona Centro-Sul, e reuniu coordenadores, avaliadores e estudantes. A iniciativa é coordenada pela escola de saúde Pública de Manaus (Esap) e conta com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam).
Objetivo e estrutura do programa
O Paic visa reforçar o vínculo entre a academia e a realidade do Sistema Único de saúde (SUS). estudantes de graduação, orientados por servidores com titulação de mestre e doutor da REDE municipal, desenvolvem pesquisas que buscam soluções para desafios da saúde pública em Manaus. Na apresentação foram divulgados os resultados parciais obtidos nos primeiros seis meses de execução dos projetos.
Segundo a coordenadora do Paic, Priscilia Naiff, esta é a quarta edição do programa e a proposta é investir na formação de profissionais que desenvolvam práticas baseadas em evidências. “Hoje, nós tivemos a apresentação dos resultados parciais, que foram emitidos durante os primeiros seis meses de realização dos projetos. Foram divulgados cinco projetos de diferentes áreas, sendo dois da área de saúde bucal, dois de vigilância e um projeto da área de atenção psicossocial. A ideia é que, a partir das observações dos avaliadores, possamos propor melhorias aos nossos gestores nas políticas públicas de saúde, como o atendimento aos usuários e também na atuação profissional dos nossos servidores, por exemplo. Foi um evento muito especial”, observou.
Temáticas e avaliação
Foram apresentados cinco projetos da área das ciências da saúde, com foco em atenção psicossocial, saúde bucal e vigilância ambiental e epidemiológica. Os trabalhos foram avaliados por bancas de especialistas, integrantes do Comitê Científico da Semsa, e do Comitê Institucional de Iniciação Científica, formado por avaliadores internos e externos.
A diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da saúde do trabalhador (Dvae) da Semsa, Marinelia Ferreira, integrou a banca examinadora e destacou a importância da iniciação científica na graduação. “Isso é uma semente que abre perspectivas muito boas, para que, no futuro, esses profissionais possam realizar pesquisas alinhadas com as demandas sociais, sobretudo, na REDE de Atenção Primária. Por meio desses trabalhos, há contribuições significativas para ajustes de processos de trabalho, que resultam ou em uma oferta de serviços mais qualificada”, sintetizou.
Impacto na formação acadêmica
A estudante de medicina da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Mariana Pongitory, apontou o intercâmbio de conhecimentos como efeito positivo do Paic em sua trajetória. Seu estudo, realizado em um laboratório da REDE de saúde, investiga a soroprevalência da hepatite B no Amazonas. “Esse projeto está ampliando minha visão sobre o sistema de saúde, ao permitir acompanhar a integração entre diferentes áreas e o trabalho de diversos profissionais. Essa experiência contribui para que eu entenda melhor como posso ajudar também a melhorar a saúde no Amazonas”, afirmou.
Os resultados parciais apresentados nesta sexta-feira servirão de base para avaliações e eventuais propostas de melhoria nas políticas públicas e nos processos de trabalho da REDE municipal de saúde.
Texto – Divulgação/Semsa
Fotos – Caio Alex Silva/Semsa
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